Arquivo Pessoal
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Brasileiro preso na Tailândia segue isolado e sem contato com a família

Jordi Vilsinski Beffa, de 24 anos, foi detido com cocaína em Bangcoc; contato deve ser feito nos próximos 10 dias, após fim de quarentena da covid-19

Victor Faria, especial para o Estadão

22 de fevereiro de 2022 | 21h46

MARINGÁ - Desde que foi preso em Bangcoc por tráfico de cocaína, na Tailândia, no último dia 14, Jordi Vilsinski Beffa, de 24 anos, está isolado e ainda não conseguiu conversar com a família no Brasil. Segundo o advogado do jovem, Petrônio Cardoso, isso acontece porque ele está em isolamento social, devido à pandemia da covid-19. O protocolo é de quarentena de 20 dias para os presos e, portanto, familiares não devem conseguir conversar com ele antes do fim da primeira semana de março.

Mesmo com as dificuldades de língua e fuso horário, a família conseguiu a confirmação da prisão temporária de Beffa, bem como os documentos necessários que deve encaminhar ao país asiático. “Estamos levantando toda documentação pessoal e certidões negativas para encaminhar à embaixada do Brasil na Tailândia. O fuso horário é algo que dificulta bastante. Dadas essas circunstâncias, conseguimos as respostas com dois dias de atraso, em média”, explicou o advogado do caso no Brasil.

Cardoso trabalha com a hipótese de Beffa ser processado por “crime moderado”, já que não tem antecedentes criminais. O brasileiro seria indiciado não como traficante, mas como mula, o que atenuaria as penalidades que ele poderia sofrer na Tailândia. Se for enquadrado como traficante internacional, há risco de pena de morte. Jordi e mais dois brasileiros (um homem e uma mulher) foram detidos no aeroporto com 15,5 quilos de cocaína nas bagagens.

“Caso consigamos enquadrá-lo na modalidade moderada, trabalhamos com a hipótese de pena de 5 a 10 anos de prisão. Nesse caso, trabalharemos para a extradição do Jordi e que ele termine de cumprir a pena no Brasil. Hoje, essa é a nossa esperança”, disse Cardoso.

Natural de Apucarana (PR), Jordi Vilsinski Beffa é de família simples. O pai trabalha como porteiro e vigia em um centro comercial da cidade há 20 anos. A mãe é aposentada. O jovem morava com a família em um conjunto habitacional na periferia da cidade.

A família do jovem atendeu à reportagem, mas, ainda abalada pela situação, não quis dar entrevista. A notícia chegou a eles, inclusive, através de um amigo de Jordi, que conseguiu contato com ele antes de ser preso. A família achava que o jovem estava em Balneário Camboriú (SC) com amigos, passando as férias.

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