EFE/ Pepe Zamora
EFE/ Pepe Zamora

Brasileiro que matou tios e primos é condenado a prisão permanente na Espanha

Patrick Nogueira, de 22 anos, foi sentenciado a ficar em prisão perpétua, mas sua pena pode ser revisada após 25 anos

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2018 | 13h44

A Justiça da Espanha condenou nesta quinta-feira, 15, o brasileiro Patrick Nogueira à prisão permanente revisável, pena máxima prevista no Código Penal espanhol que se assemelha à perpétua, porém, pode ser revista depois do cumprimento de 25 anos de cadeia.  

Nogueira assassinou seus tios e dois primos em uma casa na cidade de Pioz, em agosto de 2016.  O jovem, de 22 anos, confessou os crimes durante o julgamento que ocorreu em um tribunal em Guadalajara, a aproximadamente 60 km da capital Madri.

O tribunal seguiu a sentença solicitada pela acusação e até levou em consideração a tese da defesa, dizendo que Patrick Nogueira sofre de uma "anormalidade cerebral". No entanto, no momento do fato, a juíza sentenciou que isso não limitou seja a capacidade de conhecer e entender o que estava fazendo. Trazendo o caso para o contexto jurídico brasileiro, não há equivalência a nenhum processo penal e nem semelhança com a prisão permanente revisável, que já é comum na Espanha. 

O crime

Patrick Nogueira chegou à casa onde seus tios viviam em Pioz, cidade perto de Guadalajara, em 17 de Agosto de 2016, com pizzas e uma mochila, na qual continha um facão, luvas, sacos de lixo e fita lacre.

Ele comeu acompanhado de sua tia Janaína e, quando ela estava na cozinha lavando a louça, matou-a dando-lhe dois cortes no pescoço com o facão. Ele fez isso na presença dos primos, María Carolina, de 3 anos e 10 meses, e Davi, de um ano e meio, que também foram mortos com facadas no pescoço.

Enquanto cometia os crimes, ele trocava mensagens por Whatsapp com um amigo brasileiro, Marvin Henriques, investigado por suposta cumplicidade.

Finalmente, ele esperou a chegada do tio, que foi surpreendido com 14 golpes de faca no pescoço. Ele chegou a esquartejar os corpos e colocar em um saco de lixo, mas o caso foi descoberto um mês depois por causa do cheiro que emanava da casa. /AFP

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