FELIPE RAU/ESTADÃO
Marianne Luna e Edilson, do Movimento Pastoral LGBT Marielle Franco, que faz ações de acolhimento para essa população na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Itaquera FELIPE RAU/ESTADÃO

Brasileiros LGBT tentam ganhar espaço na Igreja Católica

Grupos veem nas falas do papa Francisco, que na semana passada apoiou a união civil entre homossexuais, uma ajuda para reduzir a intolerância; eles vêm conquistando espaço nas paróquias, mas ainda enfrentam resistência

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2020 | 15h00

A recente declaração do papa Francisco de apoio à união civil de pessoas em relações homoafetivas retomou a discussão sobre o espaço da população LGBT também dentro da Igreja Católica. Embora enfrente ainda grande resistência, em que sua conduta sexual e afetiva é majoritariamente vista como pecado, esse grupo tem se organizado em coletivos e ações pastorais e até ganhado apoio de paróquias e lideranças religiosas.

No Brasil, a Rede Nacional de Grupos Católicos LGBT já integra pelo menos 20 grupos das regiões Sul, Sudeste, Centro-oOeste e Nordeste do País. Parte das entidades, embora regionais, tem expressão nacional, como a Diversidade Católica, fundada em 2007. 

Católica “de berço”, a psicóloga Marianne Luna, de 25 anos, esteve à frente de iniciativas variadas dentro da igreja desde a adolescência. Por alguns anos, chegou a afastar-se, mas retornou em 2013, “tentando ter uma relação mais saudável com os dogmas” e de desconstrução de alguns tabus, como discussões sobre feminismo e racismo dentro da religião.

Hoje, é uma das coordenadoras do Movimento Pastoral LGBT Marielle Franco, também chamado de Mopa. Fundado em 2018, o grupo realiza atividades na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Itaquera, que integra a diocese de São Miguel Paulista. Embora fique na zona leste, Marianne diz que as ações acolhem pessoas “da cidade inteira”, sendo ela mesmo da região sul paulistana. 

Os encontros são formativo-religiosos, com acolhimento e discussões, e ocorrem em uma sala da paróquia, com divulgação em murais na igreja e durante a própria missa, embora por vezes haja resistência de alguns frequentadores. Eventualmente, o grupo consegue a participação pontual de algum religioso “Muitos dos jovens que vão até os encontros são de famílias que não sabem (que são LGBT), não têm um lugar pra conversar”, comenta.

Embora esse tipo de ação seja realizada por leigos (fiéis não ordenados), a psicóloga conta que grupos como o que ela coordena recebem suporte informal de religiosos. “Não tem muito apoio público (pelo receio de serem repreendidos), mas acontece.”

Para ela, a fala recente e posicionamentos anteriores do papa Francisco ajudam na redução da intolerância. “LGBTs dentro da igreja católica sempre existiram, mas foram silenciados por muito tempo. Mas a fala não me dá certeza de que um dia pessoas LGBT poderão se casar na igreja, o que seria o meu sonho”, lamenta.

Outro coletivo com proposta semelhante é o Grupo Diversidade, anteriormente conhecido como Pastoral da Diversidade Sexual, de Belo Horizonte, que tem um foco no apoio à população transgênero e travesti que mora no entorno da Paróquia São Francisco das Chagas. “Estávamos inquietos com essa realidade. Algumas vinham na paróquia quando uma morria, queriam a presença do padre”, afirma um dos coordenadores do grupo, criado em 2017, o professor Felipe Marcelino, de 30 anos.

Segundo ele, a paróquia tem um número expressivo de frequentadores gays, cuja orientação sexual é conhecida no local. “Toda paróquia tem pessoas LGBTs, gays, lésbicas. As comunidades toleram, mas isso não é discutido”, comenta. “Todo mundo na paróquia sabia que eu era gay, mas ninguém dizia, era uma coisa velada. A gente trabalha muito a questão de como inserir o debate da diversidade sexual e de gênero dentro de igreja.”

Do interior mineiro, Marcelino sempre participou da igreja e foi até coroinha, mas sofreu na adolescência ao se sentir culpado pela própria sexualidade. “Aos 15 anos, tive minha primeira experiência afetiva, foi muito forte para mim. Lembro dessa confusão, recorri à igreja, chorei muito, ficava arrependido, tinha a sensação de que era impuro. Esse discurso é muito pesado, gera sentimento de culpa.”

Para ele, a receptividade a esse tipo de tema é maior hoje em dia. “O que o papa fala é muito coerente pela própria doutrina igreja, que defende o estado laico. Ele não fala de casamento religioso, fala de direito civil”, destaca. “É um avanço, uma fala impactante, toca no assunto com tranquilidade, sem tabu. E ele sabe do peso que a palavra dele tem. É importante porque muita gente utiliza o discurso religioso para se justificar como homofóbico.”

Casamento religioso ainda é sonho distante

Um dos pontos de mais difícil inserção é o de reconhecimento do casamento. No Brasil, nos últimos anos, padres de diferentes localidades chegaram a ser afastados e punidos por participarem da cerimônias de matrimônio de casais LGBT, mesmo que fora da igreja. Outros foram criticados por setores conservados por abordar o assunto em alguma fala.

Em Goiânia, por exemplo, o padre César Garcia foi afastado após dar uma bênção no casamento dos arquitetos Leo Romano, de 49 anos, e Marcelo Tentro, de 45 anos, de quem era amigo. “Ele estava com uma roupa normal (terno, não batina), falou lindamente palavras de amor, contra o preconceito, foi uma cerimônia super respeitosa e afetiva”, recorda Romano. “Foi uma repercussão no Brasil todo. Por uma coisa que deveria ser cotidiana, deu uma tempestade.”

Para ele, a declaração do papa é importante. “É um degrau a mais, não deixa de ser uma conquista, tardia”, comenta. “Infelizmente, a gente precisa de chancelas para que possam entender e ver que as coisas evoluem, o que era velado deixa de ser.”

Outro caso, com resolução mais positiva, foi o do batismo dos três filhos (Alyson, Jéssica e Filipe, então com 16, 14 e 12 anos) do professor universitário Toni Reis, de 56 anos, e do tradutor David Harrad, de 62 anos, realizado em 2017 em Curitiba. “Eles que pediram (para serem batizados). Buscamos quatro igrejas diferentes, mas disseram não. Procurei o arcebispo, que aceitou.”

Tempos após a cerimônia, o professor reuniu algumas fotos e mandou para o Vaticano. A resposta veio meses depois, em uma carta do monsenhor Paolo Borgia que trazia uma foto do pontífice. “O papa Francisco lhe deseja felicidades, invocando para a sua família a abundância das graças divinas, a fim de viverem constante a condição de cristãos”, dizia um trecho. 

Hoje, a carta está enquadrada na sala e emociona Toni, que na infância colocava os vestidos da mãe para brincar de celebrar missa. Anos depois, na adolescência, afastou-se por algum tempo do catolicismo após um religioso local lhe dizer que estava em pecado.

Ele também elogia a recente declaração do líder católico. “O amor cristão deve ser incondicional, não deve semear o ódio, seja contra gays, ciganos, ateus, judeus, agnósticos, veganos, corintianos. Todos fomos feitos à imagem e semelhança de Deus e temos que ter guarida na igreja.”

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Papa fortalece grupos LGBT na Igreja, diz coordenadora do movimento gay católico

'Tem gente que segue Cristo e faz arminha com a mão', afirma ela, sem mencionar o nome de Bolsonaro.

Entrevista com

Cris Serra, coordenadora da Rede Nacional de Grupos Católicos LGBT

 Felipe Frazão / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2020 | 15h54

A defesa dos direitos civis de união dos gays, feita pelo papa Francisco, fortalece o trabalho interno nas igrejas de grupos LGBT negligenciados pela hierarquia católica.  A opinião é de Cris Serra, coordenadora da Rede Nacional de Grupos Católicos LGBT e do Diversidade Católica, o mais antigo deles, fundado em 2007, no Rio. Psicóloga e doutoranda em Saúde Coletiva na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ela afirma que considera o papa um “moderado” em questões morais, mas avalia que ele traçou um pontificado que dificilmente poderá se alinhar novamente com discursos “moralistas” e “anti-gênero”, por causa do embate com o ultraconservadorismo católico.

“É a primeira vez que escuto da autoridade máxima da Igreja que a gente tem família. Isso é uma grande coisa”, disse Cris, ao comentar a declaração do papa no documentário “Francesco”. “Tem gente que segue Cristo e faz arminha com a mão”, afirmou ela, sem mencionar o nome do presidente Jair Bolsonaro.

Você também se surpreendeu com as palavras do papa Francisco?

Não é uma mudança doutrinária da Igreja. Acontece no contexto de outros gestos do papa Francisco, acenos simpáticos às pessoas LGBT. Mas são palavras vindas de um papa, reproduzidas no mundo inteiro, isso tem um impacto. O fato de o papa falar em homossexuais e família tem impacto, no contexto em que certos grupos globalmente se apropriam dessa palavra, como os “defensores da família”, para fazer certa guerra ideológica, usando a linguagem do cristianismo como instrumento. Ainda mais vindo desse papa, que, quando era presidente da Conferência Episcopal da Argentina, moveu  uma guerra violenta contra o projeto de união civil. Aí, o que originalmente era um projeto de união civil virou de casamento igualitário e assim foi aprovado. Foi uma derrota fragorosa da Igreja argentina encabeçada pelo atual papa. Esta pessoa, com esta história, defender a ideia de que as pessoas LGBT têm direito à união civil também é bastante forte.

O que muda?

O que ele falou fortalece certas vozes e correntes na Igreja. Nossa esperança é fortalecer o trabalho das pessoas nessa perspectiva de valorização da diversidade como algo que enriquece, não só tolerar. Que talvez possa mudar o olhar para a presença das pessoas LGBT. E também os direitos humanos e o combate à violência estrutural contra os grupos mais vulneráveis. Eu comecei no Diversidade Católica em 2007. Até 2013, quando Francisco assumiu, eu trabalhei debaixo do Ratzinger. Quando Francisco chega falando numa Igreja de portas abertas, em respeito, diálogo com o diferente, que a Igreja não pode ser transformar numa alfândega moral, mas no abraço pastoral, no acolhimento a todos. Foi muito interessante observar como explodiu naquela época uma demanda por discussão, debate, conversa debate, informação básica sobre LGBT dentro da igreja.  Padres, freiras e leigos queriam falar sobre isso. Não se falava sobre isso. A conversa que ele teve com um gay chileno, a frase “Quem sou eu para julgar?”, o lava-pés de uma travesti na Quinta-feira Santa, receber grupos LGBTs para conversar...  Isso cria um certo ambiente, não dá para negar. É a mesma coisa que mudança na doutrina? Não é. Ele poderia mudar a doutrina sozinho? Não, não pode. Esse papa gostaria de mudar a doutrina? Não sei. Ele é controverso, de vez em quando fala umas coisas anti-ideologia de gênero, adere a esse discurso da cruzada moral contra a ideologia de gênero. Essa expressão, aliás, é uma invenção católica, surge em ambientes conservadores católicos norte-americanos na década de 1990 para deslegitimar os estudos de gênero e movimentos feministas e LGBT.

Dizem que ele é conservador moralmente.

Eu não diria que ele é conservador, nem progressista. Em termos morais, diria no máximo que é um moderado. Ele criou uma contradição que não sei como ele vai contornar. Ele dá ênfase à questão pastoral, em vez de discutir uma coisa abstrata, descolada da vida das pessoas, ele enfatiza o encontro e o acolhimento das pessoas. Fica difícil ser moralista assim. Fica difícil sustentar certo conservadorismo se você diz acolher as pessoas do jeito que elas são. Fico curiosa se vai ser possível para Francisco, nesse contexto de tensão crescente, continuar a aderir ao discurso antigênero, porque fortalecer a esse discurso é fortalecer a extrema direita, essa questão é um dos eixos da extrema direita.  Isso aconteceu um pouco no começo do pontificado dele.

Pode ser parte de uma estratégia política na Cúria, para que os conservadores não joguem contra ele?

Ele tem batido muito de frente, de forma corajosa, preciso reconhecer, com os conservadores. Já sofreu acusação de heresia na carta após o Sínodo da Família, quando falou na necessidade de acolher os casados em segunda união, fala das pessoas LGBT. Foi formalmente questionado duas vezes por cardeais. A guerra que ele enfrenta no conservadorismo católico norte-americano é brutal. Steve Bannon, o amigo de Trump e Bolsonaro, já declarou que o inimigo número um dele é o papa Francisco. A posição do papa naturalmente se polariza com a deles. Esse filme parece ser um grande mapeamento das causas dele contra a extrema direita, como a ecologia, a sustentabilidade, os imigrantes, do colapso do sistema financeiro, da covid-19. Esse movimento ultraconservador usa uma linguagem cristã para falar em nome do ocidente, da civilização cristã, e vem o papa e fala “isso não é cristianismo”. Os caras ficam possessos, porque desmoraliza. Eles odeiam o papa.

Vocês estão satisfeitos ou esperavam mais do papa?

Temos muito trabalho pela frente. A gente vive numa sociedade cis-heteronormativa, binária, LGBTfóbica. A Igreja faz parte dessa sociedade e, às vezes, parece que concentra forças que levam esse ordenamento ainda mais a sério. Eles fazem muito barulho. Existe muito silenciamento das pessoas que pensam diferente e trabalham por um mundo e por uma Igreja diferente. Esse não é o meu cristianismo. Falo em geral, como cristão progressista, cristão LGBT, feministas cristãs, e não só no catolicismo. Tem gente que segue Cristo e faz arminha com a mão e tem gente que segue um Cristo que foi preso político torturado, periférico, que não era branco e nem mesmo de olho azul. A gente não está satisfeita. Foi muito importante uma figura de autoridade olhada por tanta gente que nem toma conhecimento de nossa existência dizer isso e sai na manchete de todos os jornais do mundo todo , não num documentário obscuro que ninguém ia ficar sabendo. Minha mãe mandou a foto do jornal, dizendo “Você já deve estar sabendo disso, mas que grande vitória”.

Esperam mudança na doutrina?

Obviamente, mudanças na doutrina são importantes, mas a política global da Igreja é extremamente complexa. Tenho um amigo padre que diz costuma dizer: ‘Ninguém manda nessa bagaça’. As pessoas acham que o papa pode passar uma canetada e resolver as coisas. Não é assim que funciona. Tanto que a gente tem visto o nível de resistência e de ataques no catolicismo que esse papa sofre. Segmentos ultraconservadores dizem que ele nem papa é, afinal de contas tem outro papa vivo. O Ratzinger corresponde a um certo conjunto de valores, e o Francisco. São projetos de Igreja diferentes. A Igreja não é só o papa, o cardeal o bispo, o leigo, a vovozinha que vai à missa, o garoto que participa do grupo de juventude. É uma multidão de vozes.

Foi dado muita importância a ele ter citado a palavra família.

Ele não fala em constituir família, mas fala de forma ambígua.  Nem em casamento, porque provocaria outra guerra, ele estaria morto, e as pessoas no Vaticano são boas de veneno (risos). Mas ele fala ‘As pessoas têm uma família’. Existe essa bandeira nos ativismo LGBT “Nós somos família, nós também temos família’. Isso não é gratuito. Esse papa não é ingênuo, ninguém que chega onde ele está é bobo.

Ele é santo, mas não é bobo.

Definitivamente não. Naquela entrevista em 2013, no avião voltando a Jornada Mundial da Juventude no Rio, quando ele fala “Quem sou eu para julgar?”. Foi a primeira vez que um papa pronunciou publicamente a palavra gay. Tem uma  certa estratégia discursiva os documentos da Igreja de não reconhecer a forma como a gente se chama. No catolicismo, eles falam em “atos e tendências homossexuais”. Foi muito revolucionário o papa falar “gay” em 2013. E hoje um amigo comentava que grande novidade ele der dito isso, que temos família, em 2020.

O que o católico gay comentou sobre a entrevista do papa?

As pessoas ficaram muito surpresas, de forma boa, muito contente. Foi muito positivo porque as pessoas trabalham dentro da igreja, no acolhimento, no testemunho. É um alento, né?

Traz conforto espiritual gays em conflito pessoal ou familiar?

Há situações muito diferentes. Alguns de nós aprendem a abrir linha direta com Deus e pensar ‘Deixa que com Ele eu me entendo. Se for esperar aprovação do papa, do cardeal ou do bispo, vou morrer sentado’. Agora, tem pessoas que são em algum momento de nossas vidas impactadas por um discurso muito pesado, um discurso mais papista que o papa, mais pesado e condenatório do que a doutrina expressa no catecismo. Eu tenho um conhecido que tentou suicídio depois de ouvir pela milho enésima vez do padre na paróquia dele que o homossexual estava com o ‘demônio no corpo’. A Igreja é mais complexa do que o que está escrito no catecismo. Não está escrito que ato homossexual é pecado. Imagino que para algumas pessoas seja um alento escutar da autoridade máxima da Igreja, mais uma vez, que ‘tudo bem’, de alguma forma. É a primeira vez que escuto da autoridade máxima da Igreja que a gente tem família. Isso é uma grande coisa.

Vocês tem bom diálogo com a CNBB?

Muitas pessoas na CNBB sabem que a gente existe, mas vivemos um contexto complicado. A gente já se comunicou tanto em nível nacional quanto local, a gente envia carta dizendo que vai fazer encontros. A gente não tem expectativa de quem alguém da CNBB aparecerá para participar. A gente comunica para ninguém dizer que estamos fazendo escondido. Mas nunca chegou a haver uma busca, a CNBB chamar a gente para conversar oficial ou extraoficialmente. Existem iniciativa locais, como a Diocese de Nova Iguaçu, no Rio, que é a única que tem uma pastoral da Diversidade. São sempre iniciativas cercadas de certa tensão. Não sei se é jogo para a CNBB bater papo com a gente, porque surgem pressões de setores conservadores acusando o bispo de estar promovendo ideologia de gênero. Já aconteceu,  e o bispo disse depois que não tinha nada com isso.

Mas essas palavras do papa não abrem caminho para um diálogo com a CNBB?

Favorece, mas vivemos um contexto local no nosso País extremamente desfavorável, com a extrema direita no poder. As pessoas falam muito nos evangélicos, nos neopentecostais, mas o ultraconservadorismo católico é uma força tremenda. Acho que quem elegeu Bolsonaro foram os católicos. Aquela virulência na porta do hospital, da menina de 10 anos que fez o aborto, é tudo católico.

Existe um pedido de vocês para ter uma pastoral da Diversidade?

Não. Somos atualmente 23 grupos LGBT no Brasil. Estamos trabalhando.

 

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