Brasileiros preferem grades como proteção de imóveis, aponta IBGE

Mais de 30% da população usa do artifício em casa; olho mágico, correntes, cerca eletrificada e fechadura extra vem em seguida

Luciana Nunes Leal e Felipe Werneck, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2010 | 11h54

RIO - Grade em janelas ou portas é o dispositivo de segurança preferido pelos brasileiros. Mais de um terço (35,7%) dos domicílios estão gradeados no País, segundo resultado do Suplemento de Vitimização e Justiça da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

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Em seguida vêm olhos mágicos, correntes no trinco da porta ou interfones, presentes em um em cada cinco (20,4%) dos lares. Cerca eletrificada, muro com mais de 2 metros ou arame farpado (18,8%) também são muito usados, assim como fechaduras extras e barras contra arrombamento (18,4%).

 

Já os cachorros protegem 9,4% das residências. Segurança privada e/ou cancela foi a opção em 6,7% dos domicílios brasileiros e as câmeras de vídeo chegaram a 4,2% das casas. Ou seja: 34,8 milhões de domicílios (cerca de 60% do total) usavam pelo menos um dispositivo de segurança, informa o IBGE - chegou a 64,9% dos domicílios em áreas urbanas, ante 28,5% em áreas rurais.

 

O porcentual de domicílios com dispositivo de segurança foi sempre maior em áreas urbanas, com exceção de cachorro, presente em 12,8% dos lares em áreas rurais, e em 8,8% em áreas urbanas.

 

Agressão. O perfil das vítimas de agressão no País, traçado pelo IBGE, revela o alto índice de mulheres atacadas pelos próprios cônjuges ou ex-cônjuges e mostra que a maioria dos agredidos é formada por negros e pardos.

 

A baixa proporção de pessoas que denunciam a agressão à polícia é outra constatação da pesquisa, com dados de 2009. Mulheres denunciam mais que os homens. A estimativa do IBGE é de que 2,525 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade foram vítimas de agressão no período de um ano antes da coleta dos dados, realizada em 2009.

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