Brasileiros presos nos EUA serão deportados em 3 semanas

Os 40 brasileiros presos quando tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos dentro de um caminhão serão deportados nas primeiras duas semanas de março, informaram autoridades americanas de controle de fronteiras. Em condições que os policiais descreveram como "perigosas", as 40 pessoas (entre elas, duas crianças menores de dez anos) foram encontradas dentro de um caminhão que havia cruzado ilegalmente a fronteira do México com os Estados Unidos, no sábado, 17. O caminhão foi parado e o grupo foi descoberto graças à ação de um cão farejador, no posto de checagem de Flafúrrias, cerca de 120 quilômetros dentro do território americano. O motorista, um cidadão americano da cidade de Weslaco, Texas, foi acusado de transporte ilegal de imigrantes. "A carroceria não estava equipada com refrigeração nem janelas para permitir a circulação de ar dentro dela", disse o chefe da operação, Lynne Underdown. "Esses traficantes inescrupulosos criaram o ambiente perfeito para resultados trágicos", acrescentou. Combate à imigração As autoridades afirmaram que querem traçar as origens dos 40 brasileiros presos nas próximas semanas. O porta-voz da agência de fronteiras, Oscar Saldaña, disse que eles tinham "trajetórias bem diferentes". A descoberta ocorreu no momento em que autoridades dos Estados Unidos tentam elevar o rigor das penas para motoristas que transportam imigrantes ilegalmente. Há pouco mais de um mês, a Justiça americana condenou à prisão perpétua um motorista em cujo caminhão morreram 19 pessoas que tentavam entrar clandestinamente nos Estados Unidos, em maio de 2003. Outras medidas incluem o destacamento de 6 mil homens armados e a construção de um polêmico muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Em uma iniciativa mais heterodoxa, o Estado do Texas começou a testar um site que oferece aos usuários imagens da fronteira com o México. A idéia é que os próprios usuários fiscalizem a fronteira e denunciem suspeitos de entrar nos Estados Unidos ilegalmente.

Agencia Estado,

22 Fevereiro 2007 | 08h11

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