Brasileiros que fraudavam documentos são presos na Espanha

A polícia espanhola deteve 37 brasileiros acusados de fazer parte de uma rede internacional dedicada à falsificação e distribuição de documentos de identidade de Portugal e da Espanha. Os documentos eram destinados a imigrantes irregulares. Fontes policiais indicaram nesta sexta-feira que 15 foram detidos em diferentes províncias espanholas na primeira fase da operação, que começou em julho de 2006. A operação colocou fim às atuações do grupo, que também falsificava passaportes. Em cinco meses a rede faturou 250 mil euros, o equivalente a R$ 682 mil reais. Os documentos facilitavam que o acesso dos imigrantes a serviços como a Segurança Social espanhola, abertura da contas bancárias, contratos de trabalho e a autorização de residência comunitária. De acordo com as investigações, a rede tinha ramificações na Inglaterra, Portugal, França e Itália. Na segunda fase das investigações, que começaram em novembro de 2006, os agentes prenderam outros seis brasileiros. Amando César D.S, apontado como líder do grupo, também dirigia os intermediários que faziam a ligação com os imigrantes irregulares e a quadrilha. A base de operações do grupo era a capital espanhola, Madri, onde os imigrantes eram encontrados e a quadrilha vendia os documentos falsos, com valores que iam de 500 a 1.000 euros (entre R$ 1.365 e R$ 2.730). A terceira e última fase da operação foi feita na Galícia, região norte do país, onde 16 brasileiros foram presos, seis deles em situação irregular na Espanha.

Agencia Estado,

02 Fevereiro 2007 | 08h42

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