DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Brasília espera receber até 100 mil torcedores argentinos

Polícia faz esquema para identificar os 'barra-bravas' que tentarem ingressar na capital federal 

Jorge Macedo, O Estado de S. Paulo

02 de julho de 2014 | 20h20

BRASÍLIA - Com duelo marcado contra a Bélgica pelas quartas de final para o próximo sábado, às 13h no Estádio Nacional Mané Garrincha, a expectativa da Polícia Federal é de que até 100 mil torcedores argentinos desembarquem a partir desta quinta-feira, 3, na capital federal para apoiar o time, a maioria sem ingresso.

Quem chegar em carros, ônibus e motor home e quiser utilizar os veículos como local de hospedagem, será orientado a seguir para o estacionamento do Parque de Exposições da Granja do Torto, a aproximadamente 10 quilômetros do estádio. A área terá capacidade para até quatro mil veículos e contará com água potável, banheiros e chuveiros, além de postos de atendimento ao turista, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Ainda não há confirmação dos organizadores se haverá um telão para os torcedores acompanharem a partida.

O local terá o reforço de uma linha especial de ônibus para o Taguaparque, em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília localizada a cerca de 20 quilômetros do estádio e a 30 quilômetros da Granja do Torto. No Taguaparque estão sendo realizadas as Fan Fests. O serviço estará disponível na sexta-feira e sábado, com horário pré-estabelecido. A partida será às 10h, com retorno previsto às 21h30, ao custo de R$ 3. 

Segurança. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF, o efetivo das forças de segurança será o mesmo dos jogos anteriores. O Mané Garrincha e arredores contarão com 3.488 profissionais. Já para a Fan Fest foram destacados 1.404 homens.

Somam-se a esse efetivo mais de 400 policiais federais que já trabalham nas operações ligadas ao Mundial. De acordo com a assessoria do órgão, alguns dos homens estarão no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek já a partir dessa quinta-feira, 3, para identificar os 'barra-bravas' que tentarem ingressar na capital. O monitoramento será ostensivo e continuará no estádio no dia da partida.

Para auxiliar a PF, a Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal intensificarão o trabalho nas estradas que dão acesso ao DF e ruas da cidade. Além disso, uma equipe de sete policiais federais argentinos que veio para o Brasil para o programa de cooperação internacional da PF estará em Brasília. Quatro homens da equipe móvel - que acompanham a seleção pelas cidades-sede - estarão no aeroporto e estádio, e outros três da equipe fixa permanecerão no centro de comando, localizado na sede da PF.

De acordo com o delegado da PF Luiz Eduardo Navajas, chefe do escritório da Interpol no Brasil, outros 'barra-bravas' tentarão assistir ao jogo. "Temos informações de quatro voos fretados que virão direto de Buenos Aires para Brasília. Conforme a seleção tem avançado, eles vão arriscando mais", disse. Segundo Navajas, a PF está preparando um material informativo para distribuir aos policiais militares e rodoviários para auxiliar na abordagem e identificação desses possíveis torcedores indesejados.

Antes do início da Copa, a polícia argentina enviou para a PF uma lista com aproximadamente 2,1 mil nomes de torcedores com histórico de violência no país. Na última semana, mais 430 foram acrescidos à lista inicial. Desde o começo do Mundial, 33 argentinos foram deportados: 31 que tentaram entrar no Brasil e dois que foram identificados dentro do Mineirão na partida contra o Irã, ainda pela primeira fase.

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