Briga judicial em torno de atendimento médico na Jornada tem novo capítulo

Justiça suspende pregão para escolha da empresa prestadora do serviço até que a Arquidiocese do Rio apresente lista de imóveis que garantam caução

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

12 Julho 2013 | 11h36

RIO - A briga judicial em torno do atendimento médico na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece entre os dias 23 e 28 de julho, recomeçou na manhã desta sexta-feira, 12, quando a segunda instância da Justiça do Rio determinou a suspensão temporária do pregão para escolha da empresa prestadora do serviço pelo menos até que a Arquidiocese do Rio apresente uma lista de imóveis que garantam a caução, na hipótese de ser proibido o uso de recursos públicos no encontro católico. O pregão aconteceria na manhã de hoje.

Na tarde de quinta-feira, a juíza Roseli Nalin negou pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para que proibisse a prefeitura de arcar com os gastos do serviço médico da Jornada e suspendesse a licitação. O MP recorreu a decisão e teve vitória parcial. A prestação do serviço médico custará R$ 7,8 milhões. A desembargadora Regina Lucia Passos proibiu a abertura dos envelopes do pregão e disse que é preciso aguardar a decisão do mérito do caso pela primeira instância sobre o uso de recurso público na realização da Jornada.

Na quinta-feira, antes da decisão da juíza, a Arquidiocese do Rio disse, em nota, que a Jornada Mundial da Juventude estava em "risco" e alertou para a "possibilidade do cancelamento total ou parcial dos eventos que integram a programação".

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