Brigas em cadeias deixam 3 presos mortos e 3 feridos

Uma briga entre facções que disputam o domínio da prisão causou a morte de dois presos e ferimentos graves em três, ontem à noite, na cadeia pública de Tietê, a 150 quilômetros de São Paulo. A cadeia, com capacidade para 24 detentos, abrigava 63. Munido de estiletes e barras de ferro arrancadas das celas, um grupo de presos encurralou outro, em menor número, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O conflito, iniciado após o encerramento do horário de visitas, só foi controlado na madrugada de hoje. Três presos ficaram feridos gravemente e outros dois morreram.Levados à Santa Casa local, Luis Manoel da Silva, de 45 anos, e Anderson Hamer, de 24, não resistiram à gravidade dos ferimentos. Segundo o delegado José Antonio Martins de Mello, os presos mortos tinham sido transferidos da cadeia pública de Mairinque, destruída por uma rebelião no início deste mês. Na ocasião, eles tinham sido feitos reféns pelos revoltosos por serem ligados ao PCC. A polícia não conseguiu apurar a que facção pertencem os agressores. Ouvidos ontem, os presos adotaram a "lei do silêncio" negando-se a falar sobre as causas do conflito. A cadeia foi revistada à tarde. Os presos possivelmente ligados ao PCC seriam transferidos.Em Franca, o preso José Carlos Rosa da Silva, de 36 aos, morreu no final da tarde de ontem, na Santa Casa de Franca, região de Ribeirão Preto, após ter sido ferido por seis golpes de estilete dentro da Cadeia da Guanabara. Silva havia sido detido em flagrante pela polícia na madrugada do mesmo dia, por tráfico de drogas. O autor do crime foi outro detento, que confessou ter golpeado Silva.Os seis golpes de estilete, feito com barras de ferro da própria cela, foram desferidos por Ezequias Mendes de Oliveira, de 25 anos, também detido por tráfico de entorpecentes. Ele confessou a autoria do crime, devido às desavenças ocorridas entre ambos, em função do tráfico, quando estavam em liberdade. Oliveira foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. Silva ainda foi operado, durante quatro horas, na Santa Casa, mas não resistiu.

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