Brigas entre PFL e PSDB dificultam campanha de Alckmin

As brigas políticos entre PSDB e PFL nos estados continuam dificultando a campanha do tucano Geraldo Alckmin ao Planalto. Para não aumentar os atritos com o PFL, que já havia reclamado da ausência do partido no programa de propaganda eleitoral na TV de Alckmin, a cúpula do PSDB cancelou, na última hora, a viagem que o candidato faria na sexta-feira, 18, em Imperatriz, no Maranhão. Ninguém quer acirrar ainda mais as divergências com a candidata do PFL ao governo maranhense, Roseana Sarney, que estaria honrando o compromisso de neutralidade assumido com o comando de seu partido.A visita de Alckmin foi adiada em reação também ao próprio PSDB do Maranhão. O diretório estadual ficou de retirar uma ação contra Roseana Sarney que encaminhou ao TRE. Mas até a manhã desta quinta-feira, não cumpriu a palavra. Alguns pefelistas se queixaram que, em nenhum dos três programas do presidenciável na TV, o nome do companheiro de chapa de Alckmin, senador José Jorge (PFL-PE), fora mencionado. Para pôr um ponto final nessa polêmica, o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), tentou minimizar as críticas, desmentindo também as queixas de pefelistas. Na avaliação de Tasso, que deu "carta branca total" ao coordenador de comunicação, jornalista Luiz Gonzalez, para seguir a estratégia que considerar mais adequada, Geraldo Alckmin deve ser o centro do programa para se tornar mais conhecido do eleitorado. Ao contrário do que pensa o PFL, sobretudo o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que defende chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "ladrão" na TV.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.