Brincadeira de crianças teria causado explosão

Gisele, de 5 anos, e Leandro, de 4, são as duas crianças que morreram em conseqüência da explosão de caixas de fogos de artifício num quarto de uma residência no Jardim Icaraí, zona sul da capital no início da noite do último sábado. As primeiras informações são de que o morador, Alex Sandro de Souza, de 31 anos, teria guardado ali dez caixas de rojões, que seriam estourados na passagem do ano. A brincadeiras das crianças, estourando bombinhas naquele cômodo teria causado a explosão. Testemunhas, porém, afirmam que naquela casa se vendiam pipas, durante o ano, e fogos, em ocasiões como o réveillon, para complementar o orçamento. A casa de Alex e uma residência vizinha desmoronaram e duas outras foram destruídas parcialmente.Entre as 13 pessoas que se feriram nesta explosão havia três outras crianças de 8 anos e uma de 5. Dos adultos, o caso mais grave é o de Adriana de Souza, de 47 anos, mãe das duas crianças que morreram soterradas. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória quando era socorrida no pronto-socorro do Grajaú, mas foi reanimada. Segundo a Band News, durante a madrugada ela teria morrido na madrugada deste domingo, mas policiais da delegacia do Jardim Mirna (85º DP) não confirmam essa morte. Além dos feridos na explosão, vizinhos passaram mal - cerca de cinco pessoas - e foram levados para hospitais da região, como o pronto-socorro do Grajaú, o Hospital Regional Sul e o pronto-socorro do Balneário. O estrondo, ainda de acordo com vizinhos, pôde ser ouvido a uma distância de dois quarteirões do local. A região foi isolada pelos bombeiros e pelo menos cinco casas foram interditadas por medida de segurança. Após a explosão, quase 50 soldados do Corpo de Bombeiros chegaram ao local em 17 guarnições e utilizaram cães para farejar e localizar vítimas sob os escombros. As vítimas foram retiradas após três horas de resgate. A presença da polícia não coibiu a ação de marginais, que atuam naquela região. Equipes de TV e outros jornalistas e fotógrafos que estavam no local para fazer a reportagem, durante a madrugada, foram intimidados e obrigados a se retirar.

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