Brinquedos de playground escondem perigos para as crianças

Evitar acidentes em parquinhos é quase impossível. Em um domingo de férias então, os pais precisam ficar ainda mais atentos. Cerca de 35% das crianças de 4 a 10 anos que chegam ao Pronto Socorro Infantil do Hospital das Clínicas (HC), na capital paulista, se machucaram no playground. Os brinquedos dos parquinhos são um perigo em potencial, mas nem por isso devem ser evitados. Os pais só não podem deixar as crianças sozinhas. "A principal regra é não desgrudar delas. Em um piscar de olhos, o acidente pode acontecer", alerta a pediatra do Instituto da Criança do HC, Ana Maria Escobar. "Mas os pais também não devem ficar neuróticos e proibir o playground. Basta prestar atenção." Ela lembra que qualquer parquinho, seja do prédio, da praça, do clube ou da escola, precisa de manutenção constante. "A ferrugem é um dos principais problemas dos brinquedos porque se a criança se cortar pode ficar com tétano. E o pai deve observar isso." Chefe do Pronto-Socorro da pediatria da Unifesp, Sandra de Oliveira Campos explica que os ferimentos mais comuns são escoriações, luxação ou quebra de braços ou pés, cortes na boca e batida da cabeça. "A queda é o principal acidente e, por isso, os pais devem prestar atenção na altura dos brinquedos." As crianças entre 5 e 8 anos são as que mais se machucam nos parquinhos.Sulim Abramovici, coordenador do departamento de pediatria do Hospital Albert Einstein - onde 20% das crianças do PS se machucaram no playground -, também afirma que é importante verificar se o brinquedo é apropriado para a idade e a coordenação da criança. "Nas barras de ferro, por exemplo, ela já precisa ter um pouco de força nos braços para agüentar o peso do corpo", diz. "Uma criança pequena não vai se segurar e despencará." Ele afirma que a maior parte dos acidentes ocorre por falta de cuidado de um adulto. O brinquedo mais perigoso é o trepa-trepa. "Como é formado por várias barras de ferro, a criança vai se batendo nelas ao cair e fica com ferimentos em várias partes do corpo", explica. "Além disso, é difícil para o pai entrar nesse brinquedo para resgatar o filho."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.