Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Brumadinho segue bloqueada, 12 dias após tragédia

Trabalho da remoção da lama foi interrompido; população segue ilhada em todo o município

André Borges, O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2019 | 16h10

BRASÍLIA - As três principais estradas que cortam o município de Brumadinho e ligam os principais bairros da cidade mineira e a capital, Belo Horizonte, seguem obstruídas pela lama da Vale. O trabalho de remoção do barro da barragem que invadiu os trechos das vias vinha sendo executado paralelamente às buscas pelas 182 pessoas que ainda estão desaparecidas, mas foi interrompido nesta quarta-feira, 6, pelas chuvas que atingem a região e impedem o avanço do trabalho.

Não há previsão de abertura dos acessos, diz secretário de meio ambiente de Brumadinho, Daniel Hilário de Lima Freitas. “A situação está muito difícil. Até um acesso improvisado que estávamos usando e que passava pela mina foi bloqueado pela Vale. A população segue ilhada em todo o município”, disse. 

Nesta tarde, o Corpo de Bombeiros informou que foram confirmados 150 mortos e 182 desaparecidos. O trabalho mantém um efetivo de 428 agentes nas operações nesta quarta. As equipes de salvamento estão alocadas em 40 pontos ao longo do mar de rejeito que encobriu a cidade no dia 25 de janeiro. Os focos de busca estão nas áreas da portaria da mina do Córrego do Feijão, do estacionamento, de uma área de britagem chamada ITM e da locomotiva.

 

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