Bruno deixou residência antes de ter prisão decretada, diz polícia

Nesse momento, quinze equipes da Delegacia de Homicídio do Rio buscam o atleta e o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, em vários endereços na cidade

estadão.com.br

07 de julho de 2010 | 12h23

 

A Polícia do Rio já sabe que o goleiro Bruno Fernandes deixou o condomínio Nova Barra, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio, uma hora depois da apreensão do primo dele J., de 17 anos, que confessou ontem o envolvimento no sequestro e na morte de Eliza Samudio, de 25 anos. O depoimento do adolescente durou mais de sete horas e terminou por volta das 22h15 desta terça-feira, 6.  

 

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Nesse momento, quinze equipes da Delegacia de Homicídio do Rio buscam o atleta e o amigo dele Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, em vários endereços na cidade. Um dos locais checados foi um prédio em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, onde vive a dentista Ingrid Calheiros, de 24 anos, que se diz namorada de Bruno desde julho de 2008. Ele não estava no apartamento. Até o momento, o Disque-Denúncia recebeu mais de dez chamadas indicando o possível paradeiro do jogador.

 

Prisão temporária

 

Atendendo à pedido da polícia civil mineira, tiveram prisão temporária (30 dias) decretada: o goleiro Bruno Fernandes das Dores Souza, Luiz Henrique Ferreira Romão (vulgo Macarrão), Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza (vulgo Coxinha), Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales Camelo. Todos são acusados do desaparecimento da modelo Eliza Samudio.

 

O advogado de Cleyton da Silva Gonçalves, Lourivaldo Carneiro, compareceu ao Departamento de Investigação, em Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira, 7, e informou que seu cliente não está preso e que não há decreto de prisão contra ele. "Ele não tem participação no suposto delito," ressaltou o advogado.

 

Gonçalves dirigia a caminhonete na qual foram encontrados vestígios de sangue. O veículo pertence ao goleiro Bruno e foi apreendido no dia 8 com documentação irregular, numa blitz da PM.

 

(Com informações de Pedro Dantas, do Rio, e Eduardo Kattah, de Belo Horizonte)

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