Bruno diz ter 99% de certeza que é o pai do filho de Eliza Samudio em audiência

Goleiro acusado pelo sumiço e morte da mulher também falou que nunca negou ajuda financeira à vítima

Marcelo Portela, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2010 | 16h20

CONTAGEM - O goleiro Bruno Fernandes disse nesta quinta-feira, 11, ter certeza de que o filho de Eliza Samudio é dele, durante depoimento à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, na Grande Belo Horizonte. "É 99,9% (de probabilidade) que o Bruninho é meu. Só falta o exame de DNA. Apresentei para todo mundo como meu filho", contou.

 

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Acusado de sequestrar e matar a ex-amante por causa de uma disputa judicial pelo reconhecimento da paternidade do bebê de Eliza, ele disse que sempre deu a ela toda a ajuda financeira necessária. Segundo o atleta, desde que reencontrou Eliza no início de junho e acertaram que ele daria a ela R$ 30 mil, a jovem não quis mais sair de perto dele. "Todo momento ela queria me seguir, estava comigo", alegou.

 

Mais cedo, antes do recesso para o almoço, ele já havia negado ter sequestrado Eliza e disse que ela quis ir com ele até o sítio do atleta em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele afirmou que Eliza foi até o local porque não acreditava que ele depositaria para ela o dinheiro que havia prometido, após uma briga entre ela e um primo do goleiro, de 17 anos, já condenado pelo sequestro e homicídio da jovem.

 

Apesar do clima tenso da audiência, a magistrada provocou risos na plateia ao repreender o advogado de Bruno, Ércio Quaresma, que dormia e roncava no plenário. "Vou procurar não roncar", afirmou. "Bons sonhos então", retrucou Marixa. A magistrada já havia arrancado gargalhadas dos presentes no plenário ao comentar um declaração de Bruno.

 

Segundo Bruno, apesar de ter questionado o menor sobre uso de drogas e ele ter negado, assumiu a dependência química para Fernanda Gomes de Castro, namorada do goleiro também presa acusada de envolvimento na morte de Eliza. "A Fernanda tem um dom de qualquer pessoa que parar na frente dela se abrir", observou. "Eu também queria ter esse dom", rebateu a magistrada.

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