Bruno e outros 8 são denunciados formalmente pelo MP de Minas

Juíza expediu mandados de prisão preventiva para todos os acusados de participação no crime

Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo,

05 de agosto de 2010 | 12h09

BELO HORIZONTE - A Justiça de Minas Gerais informou nesta quinta-feira, 5, que o goleiro Bruno Fernandes e os outros 8 acusados no caso Eliza Samudio foram denunciados por quatro crimes. O promotor Gustavo Fantini informou também que a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues expediu entre ontem e hoje mandados de prisão preventiva para todos os acusados de participação do suposto crime. Todos já estão presos, com exceção de Fernanda Gomes de Castro, amante do goleiro.

 

A partir de agora, os nove serão formalmente acusados de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado na forma qualificada, ocultação de cadáver e corrupção de menor.

 

Além do atleta, foram acusados pelos mesmos crimes Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Flávio Caetano de Araújo; Wemerson Marques de Souza, o Coxinha; Dayane Rodriques do Carmo Souza, mulher de Bruno; Elenilson Vitor da Silva; Sérgio Rosa Sales; e Fernanda. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, deverá responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

 

O promotor Gustavo Fantini qualificou como brilhante o trabalho da Polícia Civil e disse que "há prova de materialidade mais do que suficiente" para condenação dos acusados. Segundo Fantini, Bruno foi o mandante e executor do assassinato de Eliza, mesmo que não esteja provado que ele estava presente na cena do suposto crime.

 

Plano. Segundo a denúncia, Eliza foi cruelmente assassinada na noite de 10 de junho em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte. Os acusados, conforme o Ministério Público Federal, em comum acordo e previamente ajustados, planejaram e executaram o plano para matá-la.

 

A denuncia aponta que a jovem foi morta por que suplicava à Bruno, pai de seu bebê, que reconhecesse a paternidade da criança e que pagasse os alimentos devidos (pensão). Bruno, insatisfeito com isso, resolveu engendrar um plano de morte.

 

A soma das penas máximas que podem ser aplicadas aos acusados é de 42 anos de prisão no máximo. No caso de Bola, a pena pode chegar até 33 anos.

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