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Budistas comemoram nascimento, iluminação e morte de Buda

O ginásio do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, virou um templo budista na manhã deste domingo, durante a cerimônia do Vesak (maio), que celebra o nascimento, a iluminação e a morte do Buda - o príncipe hindu Sidarta Gautama, que deixou seu luxuoso palácio e sua família para seguir os passos da mendicância, do jejum e da meditação.O tema escolhido para a comemoração deste ano foi O Budismo Pela Paz. Pela primeira vez no Brasil, as várias linhagens representadas pelos diversos templos e centros de Dharma de São Paulo participaram da cerimônia conjunta.Das 9 às 15 horas, houve apresentações de corais, danças e tambores, mescladas com mensagem de paz, além de um desfile alegórico de todos os países por onde o budismo passou: Índia, Tibete, China, Coréia, Japão e Brasil. De acordo com o último censo, há 240 mil adeptos do budismo no País.Mestres, lamas e líderes leigos banharam simbolicamente dez imagens do Buda Menino, montadas em mesas que representavam o Jardim de Lumbini, aos pés do Himalaia, onde Sidarta Gautama, o Buda, nasceu em 563 antes de Cristo. A prefeita Marta Suplicy (PT), que não compareceu à cerimônia, assinou decreto na última sexta-feira, tornando o segundo domingo de maio de cada ano o dia da celebração do Buda.Sidarta tornou-se Buda numa noite de lua cheia no mês de maio, quando tinha 35 anos. A palavra Buda, em sânscrito, significa o desperto ou o iluminado. Já o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participou ativamente da cerimônia e chegou a despejar água em um dos Budas, com uma pequena caneca de bambu.O ritual - que consiste em molhar o ombro esquerdo, o direito e depois as costas da imagem - simboliza a purificação da mente. Ao fim da celebração, o público pôde repetir o ritual. "No momento atual, em que a exacerbação dos nacionalismos e a intransigência religiosa servem de pretextos para a conflagração em muitas regiões do mundo, revigora-se a importância do budismo pelo exemplo de tolerância e pela busca da libertação e da paz", disse Alckmin.

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