Burocracia no INSS

Em março, na agência Tatuapé do INSS, em São Paulo, funcionários me informaram que tenho direito a receber resíduo de pensão de meu marido, falecido em fevereiro. Moro em São Paulo, mas tenho de ir à agência de Copacabana, no Rio de Janeiro, porque, segundo o INSS, é a agência original da aposentadoria. Recebi o benefício rapidamente, porém faltaram R$ 523,13 referentes aos primeiros dias do mês, quando meu marido ainda estava vivo. Ele deu entrada na aposentadoria em 1992 na agência de Santo Amaro, em São Paulo. Ao receber o benefício, mudamos para o Rio de Janeiro, onde moramos por três anos. Voltamos e ele continuou a receber os pagamentos em bancos de São Paulo. Tenho certidão, que recebi com a Carta de Concessão da Pensão, assinada pelo presidente do INSS, Marco Antônio de Oliveira, que me autoriza a levantar valores residuais de PIS/Pasep/FGTS, etc., em bancos ou autarquias, desde que não exista inventário (o que não há). Por que a questão não pode ser resolvida em qualquer agência do INSS, se o sistema é informatizado e integrado? ROZINA RODRIGUES São Paulo A Agência da Previdência Social no Tatuapé emitiu carta à segurada pedindo seu comparecimento à unidade, munida de CIC, RG, Certidão de Óbito do seu marido e o formulário preenchido do pedido de resíduo, para que haja o pagamento do valor devido. O formulário pode ser acessado no site www.previdencia.gov.br, clicando em Serviços, Formulários pedidos pela Previdência Social e Solicitação de pagamento de resíduo de benefícios. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL do INSS em São Paulo Cuidado na urna! As eleições neste país são uma fraude! Falo isso porque, no primeiro turno, ao tentar votar percebi que o espaço que comprovaria meu voto estava preenchido. Compareci ao Cartório Eleitoral da minha região e foi aí que vi realmente o descaso da Justiça Eleitoral! Fiquei lá por mais de duas horas e meu problema não foi resolvido. Disseram-me ainda que eu estava atrapalhando o trabalho do presidente do cartório! Solicitei então a anulação da minha seção eleitoral, uma vez que não votei e alguém fez isto por mim. O que foi dito é que seria analisada a questão e que, se eu quisesse mais alguma coisa, que eu entrasse na Justiça. Fiz um Boletim de Ocorrência contra tudo isso e tenho toda a documentação para comprovar o fato. Este é o Brasil! PATRÍCIA INFORZATO São Paulo A Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo esclarece que, embora raro, é possível o equívoco no momento da digitação, pelo mesário, do número do título e, nesse caso, outro título deve ser habilitado para que o eleitor vote no lugar daquele que votou em seu nome, sem que haja intenção ou tentativa de fraude. O TRE diz que se trata de exceções, diante da magnitude das eleições no Estado, que possui mais de 29 milhões de registros em seu cadastro eleitoral. No dia 5 de outubro, às 16h10, fui até a 372.ª zona eleitoral (Escola Estadual Gil Vicente), precisamente na sala 6, para realizar meu dever de cidadã: o voto. Mas, infelizmente, não consegui fazê-lo, pois, quando me dirigi à urna, o voto já tinha sido concluído por um menor (de aproximadamente 12 anos), desacompanhado, que entrou na sala de votação, por causa da falta de organização e cautela dos responsáveis. O jovem, quando abordado pelos mesários, saiu correndo e ninguém mais o encontrou. Ou seja, eu, cidadã, não votei e também não tive resposta nem auxílio do responsável por aquela zona eleitoral, ausente no momento. Apenas ouvi dos mesários e da diretora do referido colégio que o garoto tinha concluído a votação e que, infelizmente, não teriam como resolver meu problema, ou seja, eu não poderia votar! Caso eu não tivesse cumprido meu dever de ir votar, a Justiça iria cobrar uma justificativa e eu até receberia multa na ausência desta. E, agora, quem é o responsável por essa ocorrência, por essa falta de segurança e organização do TRE de São Paulo? Não tenho como expressar minha indignação, falta de credibilidade e de confiança no sistema de votação brasileiro. Foi a 1.ª vez que fui votar e espero que seja a última que tenha de passar por esse tipo de constrangimento! TACIANA RODRIGUES ALVES São Paulo A Assessoria do TRE de São Paulo diz lamentar o fato e se tratar de algo totalmente inusitado, "fugiu ao controle dos componentes da mesa receptora de votos". Acrescenta que 6.916.744 eleitores compareceram às urnas no dia 5 de outubro na cidade, das 8 às 17 horas, e nenhum incidente desse tipo foi relatado. As cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.