Busca por acusada de matar empresário irá além do Rio

Autora confessa do crime, Alessandra Ramalho D'Avila está foragida desde o dia da morte do marido

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2009 | 18h12

O delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca (zona oeste), Carlos Augusto Nogueira Pinto, que investiga o assassinato do empresário Renato Biasotto Mano Júnior, de 52 anos, afirmou que a esposa da vítima e autora confessa do crime, Alessandra Ramalho D'Ávila, de 35 anos, está sendo procurada em outros Estados, pois há indícios da fuga dela do Rio.

 

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Nogueira desqualificou a tese de legítima defesa apresentada pelo advogado Mário Oliveira, que defende de Alessandra, e elevou a qualificação dela no inquérito. Antes acusada de homicídio simples, ela agora responderá por homicídio qualificado. O policial alegou que o motivo do assassinato - uma discussão por ciúmes - foi fútil.

 

O crime ocorreu em um condomínio de luxo da Barra da Tijuca, após uma reunião com mais um casal. A defesa da esposa alega que ela deu duas facadas no marido para defender o filho deles de uma agressão, pois o engenheiro estava bêbado e já teria aplicado uma gravata nela após uma discussão por ciúmes. O advogado Mário Oliveira, que defende Alessandra, contou que ela procurou a 15ª Delegacia de Polícia da Gávea, após esfaquear o marido, mas desistiu de prestar depoimento porque o distrito estava lotado. "Acho pouco provável uma mulher entrar em uma delegacia de madrugada, ensaguentada, com o filho de cinco anos e os policiais não se comoverem com o fato", rebateu nesta quarta-feira, 17, o delegado.

 

Por sua vez, o advogado de Alessandra reforçou que a acusada se apresentará apenas após a revogação da prisão temporária, que ele considera "ridícula". Para pedir a prisão, a polícia alegou que ela também possui nacionalidade norte-americana e poderia sair do País. O advogado já entrou com o pedido de revogação, que foi encaminhado pela Justiça ao Ministério Público do Rio para análise.

 

A procura da polícia por sua cliente em outros estados também foi ironizada pelo advogado de Alessandra. "A polícia tem que cumprir seu papel. Eu só tenho contato com ela por telefone, mas garanto que se a prisão for revogada, minha cliente se apresenta em quinze minutos na delegacia ou no Fórum do Rio", afirmou Mário Oliveira.

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