Buscas pelas caixas-pretas do avião da Air France são prolongadas até dia 25

Para investigadores, ainda é possível localizar restos do voo 447; causas não foram esclarecidas

estadão.com.br,

04 de maio de 2010 | 14h12

PARIS - Os investigadores da tragédia do voo 447 da Air France, que caiu em junho de 2009 quando fazia o trajeto Rio de Janeiro-Paris, acreditam que "ainda é possível localizar os restos do avião" para determinar as causas do acidente que matou 228 pessoas, anunciou nesta terça-feira, 4, o Escritório de Investigação de Acidentes (BEA) da França.

 

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Por isso, os responsáveis pelas buscas dos restos do Airbus A330 - entre os quais, as caixas-pretas da aeronave - decidiram prolongar a operação até 25 de maio para "despejar as últimas incertezas", explica o BEA em comunicado.

 

A nova extensão das buscas ficará concentrada "em uma área adjacente à área inicial, situada ao noroeste do último ponto conhecido", e na parte norte da área definida pelos investigadores.

 

Segundo o comunicado, a Air France e a Airbus decidiram contribuir com 1,5 milhão de euros cada uma para financiar a continuação da terceira fase de buscas.

 

Em 1º de junho do ano passado, o avião partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris e caiu no Oceano Atlântico próximo ao arquipélago de Fernando de Noronha, o que causou a morte dos 216 passageiros e dos 12 tripulantes.

 

Após 11 meses de busca e duras críticas dos familiares das vítimas, a investigação - fechada e reaberta diversas vezes - ainda não conseguiu localizar as caixas-pretas do avião, essenciais para determinar as causas do acidente, que ainda não foram esclarecidas.

 

Até agora, o BEA recomendou apenas mudar os "critérios de certidão" dos sensores que medem a velocidade de voo, denominadas Pitot e fabricadas pela empresa francesa Thales. Segundo o órgão, o mau funcionamento desses sensores foi um dos fatores que provocaram a queda do voo 447, mas não é a única causa da tragédia.

 

(Com agências internacionais)

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