Cabe à família tirar corpo de brasileiro de lago, diz polícia suíça

Homem, cujo nome ainda não foi divulgado, estava em um pedalinho e, após mergulhar, não subiu mais

Jamil Chade, do Estado,

20 Julho 2007 | 15h11

O corpo do brasileiro que está desaparecido desde a última quarta-feira no Lago Leman, na Suíça, deveria ser resgata do pela família, informou nesta sexta-feira, 20, a polícia suíça. As autoridades locais se recusam a resgatar o corpo.   O homem, cujo nome ainda não foi divulgado pela polícia local, se afogou no lago no início da noite, nas proximidades da cidade de Lausanne. Ele estava em um pedalinho com duas amigas e, depois de pular no lago, não voltou mais à superfície.   O motivo alegado pela polícia é que, pela lei, a obrigação é de resgatar um corpo que esteja a no máximo 50 metros de profundidade. Como o local do lago onde o brasileiro afundou tem uma profundidade bem maior - de 130 metros - a polícia se recusa a prestar qualquer serviço suplementar.   "Enviamos mergulhadores profissionais, mas temos limites", afirmou um porta-voz da polícia. O conselho dado à família é para que contratem um serviço privado de resgate para que busquem o corpo da vítima. "O preço dessa busca pode ser de vários mil dólares, pois terão de contratar uma equipe especializada e com submarinos-robôs", confirmou o porta-voz da polícia de Lausanne.   Segundo ele, as correntes no fundo do lago e a água fria vinda dos Alpes ainda dificultarão a busca. "Dificilmente esse corpo será encontrado", alertou. "As autoridades brasileiras já foram informadas do caso, mas sinceramente as chances de um resgate são mínimas", afirmou o juiz de Lausanne, Phillip Vautier.   O Consulado brasileiro em Genebra também confirmou as informações. O lago é um dos maiores da Europa e é dos cartões postais da Suíça. O brasileiro, do Rio de Janeiro, estava de férias e, para aproveitar o verão de mais de 30 graus, decidiu alugar um pedalinho para passear no lago.   Nos últimos dias, o calor que chegou à Europa está levando milhares de pessoas aos lagos e rios do continente. No caso do Lago Leman, o problema é que a polícia suíça se recusa agora a ir buscar o corpo do homem, de 31 anos, no fundo do lago.   Na quinta, outro brasileiro também foi encontrado morto na Suíça depois de ter se afogado em um rio. No domingo, um homem de 35 anos estava nadando no rio Reuss, no cantão de Aargau e morreu depois de saltar de uma ponte, nas proximidades de Zurique.

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