''Cabeleiras'' nos postes indicam os pontos viciados

Algumas esquinas foram tomadas por infratores e já são chamadas de pontos viciados pela Prefeitura. A "prova do crime", que comprova o método dos desafiadores da Lei Cidade Limpa de sempre procurarem os mesmos endereços na hora da instalação de faixas clandestinas, fica exposta, mas nem sempre é notada. Os fiscais então apontam para a evidência e explicam o indício. "É ali, aquele monte de fios, que entre nós, foi batizado de cabeleiras." Cabeleira, na verdade, é o acúmulo de barbantes, arames e fitas que sobram nos postes, após o fiscal retirar faixas e banners irregulares. O excesso desse tipo de material indica que o local é visado. O ponto mais viciado da capital, segundo os cinco fiscais ouvidos pela reportagem, é a esquina da Rua Iraí com a Alameda dos Maracatins, em Moema, na zona sul. "Nós não podemos retirar as cabeleiras porque podemos cortar um fio elétrico, acabar com a sinalização da via e ainda tomar um choque, como já aconteceu", afirmou outro fiscal, enquanto retirava uma faixa que anunciava a "terapia do toque", no ponto tido como o mais viciado de todos. Os bairros de Moema, Aclimação e Chácara Klabin concentram muitos pontos viciados. Na Avenida Pedra Azul, no limite entre os bairros da Aclimação e da Vila Mariana, todo o canteiro central foi tomado por pontos viciados.

Fernanda Aranda, O Estadao de S.Paulo

14 Julho 2009 | 00h00

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