Cabo Bruno da Zona Norte pega 14 anos

Soldado Di Lúcia teria executado 6 e ferido outros 6 em São Paulo

Josmar Jozino, JORNAL DA TARDE, O Estadao de S.Paulo

30 de abril de 2008 | 00h00

O soldado Alfredo Angelo Di Lúcia, de 32 anos, conhecido como o Cabo Bruno da Zona Norte por sua fama de matador, foi condenado anteontem a 14 anos de reclusão pelo homicídio do universitário Maurício Pereira Pedrosa, de 28 anos. O julgamento foi realizado no 2º Tribunal do Júri, em Santana, zona norte. A condenação foi unânime dos jurados: 7 a 0.O promotor de Justiça Marcos Ideki Ihara, da 2ª Vara do Júri, presidiu os trabalhos de acusação. Segundo ele, Di Lúcia é um serial killer, com um histórico de violência e dono de extensa ficha criminal. Além de executar o universitário, o soldado é acusado de assassinar mais cinco pessoas e de ferir outras seis. Os crimes aconteceram entre fevereiro e dezembro de 2004. Di Lúcia deve ser levado a júri ainda este ano pelos outros casos. O universitário foi morto a tiros em 21 de setembro daquele ano. "Até hoje não sei o que motivou esse crime banal", diz o pai da vítima, o publicitário Hamilton Pereira. A série de matanças atribuída ao PM começou em 6 de fevereiro. O soldado foi acusado de matar Carlos Alberto da Cunha e Marcelo Nascimento Santos. A primeira vítima foi baleada no rosto e na nuca. A segunda, nas costas.Di Lúcia voltou a agir, segundo as acusações, em 9 de setembro. O PM matou a tiros o estudante Paulo Renato Sampaio, de 23 anos, no Jaçanã. O rapaz foi retirado da escola pelo policial e executado em uma rua do bairro. O universitário Pedrosa foi morto 12 dias depois. Di Lúcia também é acusado de matar, em 3 de novembro, o estudante Kleiton da Rocha, de 19 anos. O amigo dele, Fábio Nunes, de 22, conseguiu fugir. Ainda conforme as acusações, em 1º de dezembro, abordou Alex Gripo Mamprim, de 23 anos, e Claudionor de Oliveira, de 36. "Não gosto de viciados", disse. Em seguida, atirou. Mamprim morreu e Oliveira escapou, fingindo-se de morto.O PM usava um revólver 38 e uma pistola 380. O promotor Alexandre Marcos Pereira, da 2ª Vara do Júri, disse que o soldado não gostava de viciados e matou algumas vítimas porque achava que eram usuárias. "Dizia ?seus maconheiros, chegou a hora de vocês?. Depois sacava a arma e abria fogo."

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