Cabo da PM flagrado em escutas é preso no Rio e mais um grevista é detido na BA

Gravações indicam que agente pretendia estender paralisação a outros Estados; em Salvador, 3.º foi preso

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2012 | 23h52

RIO e SALVADOR - O cabo Benevenuto Daciolo, que serve o Corpo de Bombeiros do Rio, foi preso administrativamente (pelo prazo de 72 horas, caso a medida não seja modificada) por volta das 22h50 desta quarta-feira, 8, Aeroporto do Galeão, na zona norte do Rio. Ele voltava da Bahia, onde apoiava a paralisação dos policiais militares, e é acusado de cometer um crime militar. O terceiro líder do movimento grevista baiano também foi detido nesta tarde.

Após o Jornal Nacional, da TV Globo, divulgar conversas telefônicas em que o cabo falava sobre o movimento na Bahia e a pretensão de estendê-lo para o Estado do Rio, o secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros fluminense, coronel Sérgio Simões, pediu à Justiça Militar a prisão do cabo pelo crime de incitamento a motim militar, previsto no art. 155 do Código Penal Militar. A pena prevista é de prisão de 2 a 4 anos.

Segundo a mulher do bombeiro, Cristiane Daciolo, o cabo foi preso ao desembarcar do avião que vinha da Bahia e levado para o Quartel Central dos bombeiros, no centro do Rio.

Também nesta noite, o governador Sérgio Cabral (PMDB) encaminhou carta ao governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), solicitando cópias das gravações em que o bombeiro ou qualquer outro servidor público do Rio tenha sido flagrado. "A fim de que eu possa tomar as providências cabíveis para a manutenção da ordem pública (...) Agradeço desde já a colaboração do Estado da Bahia", afirma a mensagem.

Outra prisão. O terceiro dos 12 mandados de prisão contra líderes do movimento grevista foi cumprido no fim desta tarde, segundo a Secretaria de Segurança Pública. A soldado Jeane Batista de Souza, do Batalhão de Guardas da PM, é acusada de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas).

O soldado Alvin dos Santos Silva, preso no domingo, e o sargento Elias Alves de Santana, detido na terça-feira são acusados dos mesmos crimes. Os três também passarão por processos administrativos da PM. / COM TIAGO DÉCIMO

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