Cabral atribui acidente a 'falha grave' e responsabiliza Airbus

Governador do Rio diz que a fabricante do avião e a Air France têm muito a explicar sobre causas do acidente

Fabiana Cimieri, de O Estado de S. Paulo,

04 de junho de 2009 | 10h45

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), disse nesta quinta-feira, 4, que há responsabilidades civis sérias da empresa fabricante do Airbus 330 ou da Air France na queda do avião do Voo 447. "Isso não é uma tragédia natural. Não há uma explicação que não seja por uma falha técnica muito grave", disse ele, ao chegar ao ato ecumênico pelos mortos do acidente na Igreja da Candelária, no Centro do Rio. "Acredito que as autoridades internacionais da avião civil, a empresa fabricante do avião, e a companhia aérea proprietária da aeronave têm muito a explicar. Porque se há uma nota técnica de problemas no A-330, há responsabilidades civis sérias", afirmou o governador, acrescentando que o governo dele irá dar todo o suporte necessário às famílias.

  

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O presidente da Air France e o diretor-executivo da companhia aérea disseram em Paris às famílias que aguardam por notícias sobre familiares que estavam no voo AF 447 Rio-Paris, não haver esperanças de que qualquer um dos passageiros esteja vivo. O presidente da Air France, Jean-Cyril Spinetta, e o diretor-executivo da empresa, Pierre-Henri Gourgeon, encontraram-se com parentes dos passageiros do voo em um hotel próximo ao aeroporto Charles de Gaulle e disseram "não haver esperança de que haja sobreviventes", informou o porta-voz do grupo de apoio aos familiares, Guillaume Denoix de Saint-Marc.

 

A imprensa francesa levantou a hipótese de que o Airbus teria se "desintegrado" no ar nesta quinta-feira. O jornal Le Monde diz que o avião voava a uma velocidade "equivocada" o que, em conjunto com uma sequência de eventos excepcionais, teria causando uma explosão em pleno ar. A Airbus deve emitir um comunicado nesta quinta-feira destinado a todas as companhias que utilizam o Airbus A330, lembrando-as que os pilotos devem conservar a potência dos motores e a posição correta para manter o avião em equilíbrio em caso de condições meteorológicas difíceis.

 

Segundo o jornal Le Figaro, que cita fontes da investigação não identificadas, a tese da explosão no ar é reforçada pela grande área do Atlântico onde foram localizados destroços do aparelho, que voava com 228 pessoas a bordo. "É possível observar fragmentos ao longo de uma distância de mais de 300 quilômetros", segundo a fonte citada. O Figaro diz que uma explosão a cerca de 10 mil metros de altura poderia ocorrer por um fenômeno meteorológico "excepcionalmente violento", uma "brusca despressurização" ou um "atentado terrorista".

 

A tese não é compartilhada pelo ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, para quem a presença de óleo no oceano indica que não houve explosão do Airbus da Air France. Uma mancha com cerca de 20 quilômetros de extensão foi localizada nesta quarta-feira por aviões da Força Aérea Brasileira.

 

A aeronave da Air France desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo durante o trajeto Rio-Paris. De acordo com a companhia e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 58 brasileiros embarcaram na aeronave. O último contato do Airbus ocorreu às 23h14 de domingo. Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e da França, Bernard Kouphner, estão presentes na missa. 

 

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