Cabral chama de 'herói' sargento que deteve atirador

Governador falou em coletiva, ao lado do prefeito Eduardo Paes, na quadra da escola onde aconteceu a tragédia

Marília Lopes com Agência Estado, Central de Notícias

07 Abril 2011 | 13h12

SÃO PAULO - O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), prestou solidariedade às famílias das vítimas na tragédia que aconteceu hoje na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na capital fluminense. Cabral deu a declaração em coletiva, que teve início às 12h15, na quadra de esportes da escola, ao lado do prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB). O governador do Rio afirmou que falou com a presidente Dilma Rousseff a respeito do episódio e chamou de "herói" o sargento Alves, policial que, de acordo com ele, trocou tiros com o atirador que invadiu o centro educacional e matou estudantes. Paes, por sua vez, afirmou que a escola não será fechada, mas que as aulas estão suspensas.

 

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Segundo Cabral, Alves, junto com outros policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV), apoiava a fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), quando duas crianças feridas avisaram sobre o atentado. O sargento foi ao local e atingiu com um tiro uma perna do suspeito, Wellington Menezes de Oliveira, que depois teria se matado com um disparo na cabeça. O governador referiu-se ao atirador como "psicopata" e "animal". "O sargento foi um herói. O atirador já estava preparado para continuar os disparos", afirmou.

 

O governador contou que o atirador estudou na escola cerca de quatro anos. Ele teria ido até lá hoje para pegar seu currículo escolar. Oliveira conversou com uma professora, que o reconheceu, e depois seguiu em direção as salas de aula, onde começou os disparos. O governador informou que a polícia irá investigar como o atirador tinha tanta experiência com armas e onde ele as conseguiu, juntamente com a munição.

 

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também iniciou sua fala solidarizando-se com as vítimas e as famílias. O prefeito informou que a escola terá as aulas suspensas e que equipes da Secretaria de Educação trabalharão para normalizar a situação na instituição. Paes disse que a escola não será fechada após a tragédia, mas ressaltou que "Um lugar feito para construir sonhos foi transformado num pesadelo, num inferno".

 

Solidariedade. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, enviou nesta tarde uma nota lamentando o episódio que chamou de "inaceitável" no Rio. "É com imensa dor que todos nós acompanhamos as notícias sobre a tragédia ocorrida no Rio de Janeiro. Lamento profundamente esse episódio inaceitável, que causou a perda de vidas inocentes. Quero prestar minha solidariedade às famílias atingidas, à comunidade escolar e ao povo do Rio, para os quais dirijo meus pensamentos positivos e desejo de paz", declarou.

 

A rede da Campanha Nacional pelo Direito à Educação também declarou pesar e solidariedade aos estudantes e trabalhadores da escola e a seus familiares. Segundo a Campanha, "hoje é um dia de luto para a educação brasileira". Para os articuladores da rede, de acordo com a nota enviada, os fatos demonstram se tratar não só de um problema de segurança pública, mas também de um problema educacional.

 

(Com Marcela Gonsalves)

 

Atualizado às 15h26

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