Cabral contesta pesquisa que aponta redução nos gastos com segurança

Segundo governador do Rio, despesas com inativos e pensões do setor são contabilizadas à parte

Gabriel Pinheiro, Estadão.com.br

14 de dezembro de 2010 | 17h12

SÃO PAULO - O governador do Rio, Sérgio Cabral (PDMB), contestou nesta terça-feira, 14, os dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontam que o Estado reduziu em 24,6% os investimentos com segurança pública entre 2008 e 2009.

 

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De acordo com o governador, em 2009 os gastos com inativos e pensões de policiais civis e militares passaram a ser contabilizados como custos de previdência, e não mais nas contas do setor de segurança.

 

"Houve uma classificação equivocada das despesas com inativos e pensionistas da segurança pública. Até 2008 (inclusive), aposentadorias e pensões de policiais civis e militares entravam na conta do orçamento. Para que se possa fazer a comparação correta, deve-se incluir na conta de 2009 esses mesmos gastos. Feito isso, verifica-se que a despesa com segurança cresceu: de R$ 4,4 bilhões, em 2008, para R$ 4,9 bilhões, em 2009", afirmou.

 

A mudança, segundo Cabral, justifica a redução de R$ 4,9 bilhões para R$ 3,7 bilhões nos números da segurança pública, conforme indica o relatório da ONG divulgado nesta manhã.

 

De acordo com os dados do Anuário, no mesmo período houve aumento nos índices de homicídio doloso (0,7%) e latrocínio (5,6%) registrados no Estado. O roubo de veículos, porém, caiu - foram 27.847 ocorrências em 2008 e 25.036 em 2009.

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