Cabral critica ocupação de professores da rede pública na Câmara de Vereadores

Governador do Rio de Janeiro disse que não poderia julgar ação da PM, porque ainda não havia visto as imagens da desocupação

Marcelo Gomes Pereira,

29 Setembro 2013 | 16h32

O comandante-geral da PM do Rio, coronel Luís Castro, disse na tarde deste domingo (29) que não considerou truculenta a ação da polícia que retirou um grupo de 150 professores da rede municipal do plenário da Câmara de Vereadores do Rio, no fim da noite de sábado (28).

“Não houve truculência. A desocupação do plenário foi feita sem uso de gás de pimenta e balas de borracha. Usamos gás apenas do lado de fora, porque um grupo de professores tentou dificultar a ação da polícia. Nós apenas atendemos uma solicitação da presidência da Casa. Não usamos balas de borracha desde 3 de setembro”, afirmou o coronel, após participar da solenidade de inauguração da Cidade da Polícia Civil, na zona norte do Rio.

Também presente à inauguração, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que não poderia julgar a ação da PM porque ainda não havia visto as imagens da desocupação.

Uma coisa é ter a participação da população, algo muito importante. Outra é a ocupação do plenário de um prédio público de uma maneira que não é aquela que deve ser feita por quem quer participar dos debates. A democracia estabelece ritos que devem ser respeitados. Eu, como ex-parlamentar, acho que a participação da população deve se dar sempre, mas dentro daquilo que se chama direitos e deveres. Acho que ocupar o plenário de uma casa legislativa não é a melhor maneira de acompanhar o debate”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.