Cabral defende que Galeão seja passado à iniciativa privada

Para presidente da Infraero, decisão depende do presidente Lula e do ministro da Defesa

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2008 | 16h19

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, defendeu nesta segunda-feira, 11, na Assembléia Legislativa a concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) para a iniciativa privada. De acordo com o governador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "se mostrou sensível" ao assunto tratado por ambos na viagem a Pequim para a abertura dos Jogos Olímpicos.   Cabral disse que o tema foi debatido, porque o Galeão teria sido o responsável pela pior nota atribuída pela Comitê Olímpico Internacional (COI) à candidatura do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016. "O aeroporto ganhou 3,7 e o COI exige a entrega de propostas concretas para resolver os problemas apontados pela entidade", afirmou.   "O presidente Lula não vai admitir que o Galeão seja o vilão responsável pela derrota do Brasil nas olimpíadas de 2016", disse Cabral em seu discurso no evento "Tom Jobim: o futuro é agora - soluções para a retomada da importância estratégica do Aeroporto Internacional para o estado e o País". Se dirigindo ao presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, que estava no evento, o governador pediu "vamos largar esse osso. Os aeroportos de Lima e Quito hoje possuem mais investimentos que o Galeão. Esse debate não é ideológico, pois a soberania nacional está ligada apenas ao controle do espaço aéreo", defendeu Cabral.   O presidente da Infraero respondeu que a decisão de conceder ou não o aeroporto para iniciativa privada depende do presidente e do ministro da Defesa, Nélson Jobim. "Os aeroportos são da União. A Infraero apenas opera. Logo, a decisão de privatizar, conceder ou alugar não é nossa." Gaudenzi acrescentou que investimentos de R$ 400 milhões estão previstos até 2010 para o Galeão e que a "programação será cumprida". Ele defendeu a abertura de capital da estatal e revelou que um estudo sobre o assunto realizado pelo BNDES estará pronto em seis meses.

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