Cabral determina investigação sobre milícias no Rio

O governador do Estado, Sérgio Cabral, determinou nesta segunda-feira que a Secretaria de Segurança apure a existência das milícias nas favelas do Rio de Janeiro. Os grupos, formados por policias e bombeiros da ativa e reformados, têm se proliferado pelos morros do Rio de Janeiro desde o ano passado. A determinação do governador ocorre após os novos confrontos neste final de semana, quando, segundo a Polícia Militar, pelo menos sete pessoas morreram e outros dez ficaram feridas durante tiroteios entre traficantes, milícias e a polícia. "Estamos investigando os acontecimentos deste final de semana. Não temos informações se esses policiais são milicianos, mas se forem podem ser presos administrativamente", disse o comandante do Batalhão da Polícia Militar na Ilha do Governador, Célio Barbosa. O secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, afirmou que as irregularidades serão investigadas e os responsáveis punidos. "Vamos investigar para ter provas dessa situação para condenar e punir essa pessoas", disse Beltrame a jornalistas nesta segunda-feira. Segundo informações de moradores das favelas do Barbante e Vila Juaniza, na Ilha do Governador, e da Cidade Alta, em Cordovil, traficantes de drogas dessas comunidades estariam tentando retomar o controle dos morros, que teriam passado a ser dominados por grupos de policiais que cobram propina dos moradores por suposta proteção. Os confrontos do fim de semana começaram no sábado e se estenderam até a madrugada desta segunda-feira. Entre a noite de domingo e esta madrugada, a polícia encontrou o corpo de um rapaz carbonizado nas proximidades de Cidade Alta. Um policial militar foi executado perto da favela, segundo a polícia. Durante o fim de semana, nove pessoas ficaram feridas e um policial morreu em confrontos nas favelas da Ilha do Governador. Em Cordovil, dois PMs, um morador e um suspeito morreram e uma outra pessoa que vive no local ficou ferida em outros conflitos. O clima continua tenso na região, e o policiamento foi reforçado. Segundo o site Rio Body Count, que faz a contagem com base em notícias publicadas na imprensa e relatos de colaboradores, o Estado já contabiliza 44 mortes nos primeiros cinco dias de fevereiro. A Secretaria de Segurança Pública do Estado não divulgou números oficiais. Com Reuters

Agencia Estado,

05 Fevereiro 2007 | 18h56

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