Cabral diz que destinará R$ 30 milhões para Saúde na Região Serrana

Valor aumenta para R$ 130 milhões com a verba para as cidades afetadas que o governo federal prometeu para área

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2011 | 11h29

RIO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, acaba de anunciar que irá destinar R$ 30 milhões para a área de saúde nos sete municípios mais afetados pelas chuvas na Região Serrana do Estado. Os recursos se somam aos R$ 100 milhões com liberação prometida pelo governo federal as cidades atingidas. "Nossas tarefas fundamentais no momento são resgatar os corpos e dar dignidade aos vivos", disse.

 

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O governador se reuniu pela manhã com o vice-presidente, Michel Temer, no Rio, e anunciou que, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff vai tratar do assunto ainda esta manhã. Cabral cancelou a participação que faria no 2º Congresso da Conferência Mundial de Justiça Constitucional e, após encontro com Temer, no Hotel Sofitel, em Copacabana, seguiu direto para a Região Serrana. O vice-presidente participará do encontro, realizado no hotel.

 

Além da verba, Cabral pediu ao vice-presidente que as casas do programa Minha Casa, Minha Vida na região sejam integralmente destinados aos desabrigados pelas chuvas ou que ainda vivem em área de risco. "O modelo prevê que apenas 50% das casas sejam destinadas ao cadastro das prefeituras e 50% sejam por sorteio. No caso das cidades em áreas de risco pedimos que 100% das residências sejam colocadas à disposição de moradores", falou.

 

Na reunião, o governador também solicitou a antecipação de recursos da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) destinados à contenção de encostas. "Com essas duas medidas combinadas estaremos dando passos importantes para retirar essas pessoas de áreas de risco e dar a elas moradias dignas", acrescentou.

 

Segundo Cabral, o repasse de verbas emergenciais para os sete municípios castigados pelas chuvas e que decretaram estado de calamidade pública será fiscalizado por técnicos dos tribunais de Contas da União (TCU) e do Estado (TCE) para evitar o desvio dessas verbas.

 

(Com Agência Brasil)

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