Cabral diz que gestão da Infraero no Galeão é um desastre

Governador do Rio defendeu que administração dos aeroportos seja realizada em parceria com o setor privado

Ricardo Leopoldo, Agência Estado

29 de julho de 2008 | 14h47

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), fez críticas severas à gestão da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) no Aeroporto Internacional do Galeão e defendeu que a administração dos aeroportos do País seja realizada em parceria com o setor privado. "Estou muito angustiado, o Aeroporto do Galeão está muito ruim", disse ele, ao participar de palestra na Câmara Americana de Comércio (Amcham), na manhã desta terça-feira, 29. Segundo o governador, a administração do Galeão "é um desastre, pois não está no nível mínimo de boas condições de serviços disponíveis aos oito milhões de usuários, como corredores sujos e banheiros em situações inadequadas". Apesar das críticas, o governador frisou que ocorreram melhoras expressivas com a malha aeroportuária brasileira, a partir da posse do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e da atual presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira. "Avançou muito com o ministro Jobim e com a presidente da Anac, que é uma grande executiva, mas pode melhorar mais", ponderou. E voltou a defender a participação do setor privado na gestão dos aeroportos: "Do ponto de vista da gestão dos aeroportos, eu acho que esse é um negócio para ser administrado pelo setor privado. Temos exemplos no mundo inteiro de aeroportos administrados pelo setor privado, com enorme sucesso". Na avaliação de Sérgio Cabral, a parceria da Infraero com o setor privado deveria ser feita nos mesmos moldes das concessões de estradas, Metrô e telefonia. "A Infraero entraria junto, teria resultados, mas a gestão deveria ser privada, com regras de investimento, compromissos (administrativos. Seria o caso de estabelecer uma performance, acho que isso ajudaria muito o Brasil. Sei que o governo federal estuda alternativas para a questão aeroportuária, confio no ministro Jobim e na presidente da Anac", emendou.

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