Cabral diz que muros trarão benefícios às favelas do Rio

Governador defende construções para que comunidades possam receber benefícios do Estado

Talita Figueiredo, de O Estado de S. Paulo,

20 de maio de 2009 | 09h43

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), se reuniu na terça-feira, 19, com associações de moradores das 13 favelas onde serão construídos muros, chamados de ecolimities. A construção causa polêmica e nem todos os moradores e presidentes de associação concordam com a construção, que consideram ser segregadora. Segundo o governador, o muro existirá para proteger as pessoas das comunidades para que elas possam "receber benefícios do Estado, investimentos sociais, saneamento básico, educação, urbanização e (para) que esses investimentos não se percam ao longo do tempo com a expansão descontrolada da comunidade".

O objetivo de construção dos muros, que serão erguidos nas zonas sul e oeste, é conter o crescimento das moradias irregulares e proteger as florestas do desmatamento. Os muros terão 3 metros de altura - a extensão vai depender da favela. Na Rocinha, em São Conrado (zona sul), o governo do Estado já instalou um canteiro de obras. Ali, o muro terá quase 3 km.

Juntamente com a discussão sobre o muro veio à tona outro tema que deixa os moradores de favela em pânico. Nos anos 60, os governadores Negrão de Lima e Carlos Lacerda, com o apoio dos militares, promoveram remoções de favelas da zona sul para conjuntos habitacionais na periferia. Nasceu assim a Cidade de Deus, na zona oeste. O Estado garante que, desta vez, isso não ocorrerá.

 

As áreas atingidas são: Rocinha, Parque da Pedra Branca, Chácara do Céu, Parque da Cidade, Benjamin Constant, Morro dos Cabritos, Ladeira dos Tabajaras, Morro da Babilônia, Chapéu Mangueira, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e Vidigal.

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