Cabral diz que vai à Colômbia para aprender a recuperar áreas degradadas

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), afirmou que vai à Colômbia no fim de março para ?aprender com eles?. Ele quer ver de perto experiências que pretende adotar, inicialmente, na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio. ?A essência da viagem é essa: ver como eles conseguiram recuperar áreas degradadas dentro da periferia e favelas que antes eram verdadeiros infernos e hoje são áreas tranqüilas com boa qualidade de vida. Tanto em Bogotá quanto em Medellín a questão da acessibilidade, que nós vamos implementar na Rocinha, é uma experiência que eu quero ver de perto. Acho que podemos recolher bons resultados?, declarou o governador, em entrevista ao deixar a pista do sambódromo do Rio, no fim da noite de segunda-feira. Cabral disse que terá a companhia do governador mineiro Aécio Neves (PSDB) no encontro com o presidente colombiano Álvaro Uribe. ?É bom ver experiências de primeiro mundo, como Nova York, mas também ver cidades de países em desenvolvimento como o nosso e que conseguiram êxito. A taxa de homicídios caiu barbaramente na Colômbia nos últimos dez anos. É um resultado de mais de dez anos de esforço na mesma direção.? Além da recuperação de áreas degradadas, o governador do Rio também citou a profissionalização do policiamento como prioridade. ?É um novo conceito de gestão da polícia, claro que guardando as realidades locais. Mas acho que podemos recolher boas experiências.? Segundo ele, a Colômbia enfrenta problemas sociais mais graves que o Brasil, com resultados ?muitos positivos?. ?É evidente que a Colômbia ainda vive tensões muito sérias. Autoridades ainda vivem sob enorme vigilância e há um alto número de seqüestros no país. Mas, concretamente, no dia a dia, na vida urbana da cidade, houve uma queda muito significativa do número de homicídios. Vamos aprender com eles também.? Milícias O Estado perguntou a Cabral se a questão do avanço das milícias na cidade do Rio estará na pauta da viagem. ?Há essa polêmica de que lá, de certa maneira, a violência foi enfrentada com uma espécie de milícia. Com isso eu não concordo, mas acho que lá não foi só isso, houve um trabalho sério. Com qualquer estado paralelo eu não concordo, acho isso uma barbaridade e um grande temor você tolerar, se omitir a qualquer ação paralela.? Em janeiro, Cabral e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinaram convênio de R$ 60 milhões para um projeto de reurbanização da Rocinha. O contrato prevê uma contrapartida de R$ 12 milhões do Estado. As intervenções na favela serão feitas com base em um projeto orçado em R$ 150 milhões, do arquiteto Luiz Carlos Toledo. Cabral disse ainda que participará com Aécio, a convite de empresários, de um fórum em Nova York que terá a presença dos ex-presidentes dos EUA Bill Clinton e George Bush, para discutir questões relacionadas ao meio ambiente, à violência e ao desenvolvimento social. O governador mangueirense conversou com jornalistas após acompanhar da pista o desfile da Unidos da Tijuca, ?emocionado? de ver o filho Marco Antônio, de 16 anos, tocando repique na bateria na escola de samba.

Agencia Estado,

20 Fevereiro 2007 | 04h34

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