Cabral evita comentar falta de ação preventiva da PM

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), não quis comentar se o confronto entre traficantes rivais poderia ter sido impedido por uma ação preventiva da Polícia Militar, que afirmou ter informações de que a guerra que deixou 19 pessoas mortas no Morro da Mineira, na terça-feira, 17, aconteceria. O secretário de segurança, no entanto, admitiu, na terça, ter sido surpreendido pela ação. "Isso não importa. O importante é que enfrentamos todas as facções e a polícia ganhou a guerra. O disse-me-disse não colabora com nada", afirmou. Ao falar sobre conflito entre traficantes e policiais no Morro da Mineira, Cabral disse que não permitirá que bandidos façam do Rio palco para crimes. "Não queremos mortos, queremos tranqüilidade, mas na hora que bandidos tentam fazer do Rio de Janeiro palco de crimes nós vamos agir", disse ele, após participar de uma solenidade de entrega de carros na Marina da Glória. O governador voltou a elogiar a atuação da Polícia Militar e do secretário de segurança, José Mariano Beltrame. "Não vamos deixar que as populações pobres continuem reféns, como acontece há anos. O secretário vai ser parabenizado. O comando da PM também merece parabéns", afirmou. Corpos Já foram identificados e liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) cinco dos 13 corpos dos mortos no conflito entre traficantes e policiais no Morro da Mineira, no centro do Rio. Luiz Fabiano Higino foi sepultado na manhã desta quarta no Cemitério de Inhaúma, na zona norte. A chegada do corpo de Alan Duarte Moraes ao mesmo cemitério era prevista para as 12 horas. Francisco Lucivan da Silva era velado por volta das 12 horas no cemitério de Irajá, onde o enterro era previsto para o início da tarde. Para o cemitério do Caju, foram transportados os corpos de Francisco Edgar Torres da Silva e Carlos Eduardo Pacheco, mas os horários dos sepultamentos não foram confirmados.

Agencia Estado,

18 Abril 2007 | 12h53

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