Cabral politiza série de arrastões no Rio

O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), candidato à reeleição, resolveu politizar a série de arrastões que ocorreu no Rio nos últimos dias. Segundo ele, a ocorrência desses crimes a poucos dias das eleições é "estranhíssima" e que se trata de uma tentativa de desestabilizar o processo e causar medo na população. Cabral, no entanto, não disse se havia informações de inteligência relacionando os arrastões às eleições nem a quem interessaria a instabilidade na eleição.

Alfredo Junqueira, Bruno Boghossian / RIO, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2010 | 00h00

"Evidente que essas manifestações são muito estranhas às vésperas das eleições. Uma sequência atrás da outra em alguns lugares da cidade e do Estado", disse. "Não pensem eles que vão ficar por aí colocando susto, medo e pavor. É um instrumento dos marginais desesperados com a vitória dessa política de segurança que está acuando."

Em 36 horas, bandidos armados fecharam cinco ruas de diferentes regiões do Rio e da Baixada Fluminense para assaltar motoristas e roubar carros. Ontem pela manhã, criminosos com pistolas e uma granada bloquearam a passagem de uma rua residencial do Jardim Botânico e levaram os pertences dos motoristas antes de fugir. Na terça-feira, 15 homens armados roubaram quatro carros em dois bairros da zona norte do Rio. No mesmo dia, bandidos levaram dois carros em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e mantiveram um aposentado de 67 anos refém por cerca de uma hora.

As declarações de Cabral foram feitas durante uma rápida visita ao Teatro Municipal, no Centro do Rio. A cinco dias da eleição, esse foi seu único compromisso público de campanha. O governador lidera com ampla vantagem todas as pesquisas, na faixa entre 55% e 60% das intenções de voto - o que indica sua vitória já no primeiro turno.

Ontem, seu principal concorrente, o deputado Fernando Gabeira (PV), que aparece com 15% a 20% das preferências, fez campanha em São Gonçalo, segundo maior colégio eleitoral no Rio.

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