Cabral quer Forças Armadas nas ruas do Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), vai pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a presença das Forças Armadas nas ruas da cidade. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 9, após o velório do soldado da Polícia Militar Guaraci de Oliveira da Costa, de 27 anos, que integrava a equipe de segurança pessoal do governador. Guaraci foi assassinado em um assalto na manhã de domingo, 8. No encontro com Lula, na próxima quarta-feira, 11, Cabral pedirá ainda o aumento do efetivo da Força Nacional de Segurança Pública, que já patrulha estradas do Estado. Em nota divulgada nesta segunda, o governador afirmou que é "absolutamente intolerável" a morte do policial e prestou solidariedade à família de Guaraci, que foi internado no Hospital Salgado Filho mas acabou morrendo. No domingo, Cabral indicou que pretende dobrar o efetivo da PM do Estado até o fim de seu mandato. Fazendo um balanço de seus 100 primeiros dias no Palácio Guanabara em texto divulgado no sábado, 7, no site do governo do Estado, Cabral admite o aumento dos índices de criminalidade registrados no início de sua gestão. No entanto, ele argumenta que não poderia modificar em tão pouco tempo o quadro herdado da gestão anterior (de Rosinha Matheus), cuja última semana foi marcada por uma onda de ataques criminosos. Estatísticas De acordo com as estatísticas divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública do Rio, o número de homicídios cresceu 9,6% em janeiro, na comparação com 2006. Também subiram crimes como roubo a pedestres ( 24,8%) e em ônibus (10,4%). O governador citou o que viu em outra viagem internacional (esteve em Bogotá, na Colômbia, em março) para defender a necessidade de dobrar o efetivo da polícia na capital. Segundo Cabral, o governo estadual está se organizando para se tornar capaz, do ponto de vista fiscal, de fazer tal investimento. Está em curso uma seleção da PM do Rio para a contratação de dois mil novos policiais para a capital. "Pegamos um efetivo muito baixo. Em Bogotá, há um número semelhante de habitantes ao do Rio (6,5 milhões). Lá existem 22 mil policiais, enquanto aqui, para todo o estado, (92 municípios), temos 39 mil. Na cidade do Rio, que vive uma situação complicada, temos apenas nove mil policiais, quando deveríamos ter 18 mil, ou seja, o dobro", afirmou o governador.

Agencia Estado,

09 Abril 2007 | 16h08

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