Cabral: secretaria apura elo de policiais e milícia no RJ

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB) disse nesta terça-feira, 13, que sua secretaria de Segurança está intensificando as investigações em torno de policiais civis e militares envolvidos com milícias. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, confirmou que o Estado tem um levantamento de policiais suspeitos de integrar os grupos paramilitares que ocupam territórios do tráfico de drogas para cobrar dos moradores pela suposta segurança. No entanto, o secretário não quis estimar o número de policiais envolvidos. Para Beltrame, a preocupação agora não deve ser a prisão dos milicianos, mas a produção de provas contra eles. "Milagres tirados da cartola não vão resolver", disse o secretário. Cabral voltou a afirmar que as milícias devem ser combatidas pelas forças de segurança, assim como o tráfico de drogas e outras atividades ilegais. O governador disse confiar na apuração minuciosa da secretaria de Segurança, único caminho que, para ele, garantirá a punição dos desvios de conduta dos policiais. "Qualquer policial identificado como protetor de milícia vai para a rua. Responde a inquérito, é demitido e responde criminalmente", afirmou o governador. Cabral refutou ainda qualquer ação corporativista da secretaria de Segurança para proteger os milicianos. "Estamos trabalhando com inteligência, com informação, e isso certamente dará resultados, como já vem dando, mas dará resultados ainda mais positivos", afirmou. Cerimônia O governador participou de uma cerimônia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde recebeu o título de chanceler da instituição. No cargo, o governador presidirá a Assembléia Universitária da Uerj. Na chegada ao local, ele foi recepcionado por estudantes com faixas e narizes de palhaço. Os universitários querem o reajuste da bolsa de iniciação científica e dos cotistas de R$ 190 para R$ 350. Eles também reivindicam obras de recuperação do Campus do Maracanã e a instalação de um restaurante universitário. Acostumado com o apoio popular que tem experimentado em seus compromissos nestes dois primeiros meses de governo, Cabral enfrentou o seu primeiro constrangimento, como governador do Rio, diante de manifestantes. Os alunos ocuparam os fundos do salão da capela ecumênica, onde a cerimônia é realizada e, de tempos em tempos, promovem apitaços. Em alguns momentos, cantaram "governador, ninguém agüenta, essa esmola de R$ 190". Cabral afirmou na entrada da capela que deixará a Uerj fora dos cortes promovidos em vários setores do governo diante dos problemas financeiros do Estado. "Segurança, educação e saúde não perdem um centavo sequer", prometeu.

Agencia Estado,

13 Fevereiro 2007 | 18h50

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