Caça-fumaça de choque

O advento de um esquadrão à paisana de agentes caça-fumaça abre um precedente perigoso na criação das forças de repressão ao cigarro em São Paulo. Precisa tomar muito cuidado para não repetir com esses novos fiscais da lei os mesmos equívocos históricos que resultaram nos problemas hoje enfrentados pelo Estado para sanear a polícia. Se não atentar desde já para a formação dessa gente, daqui a pouco vai ter caça-fantasma aceitando uma cervejinha ou enfiando o cacete em fumante na blitz da esquina. Daí para a necessidade de uma tropa de elite, dura e incorruptível, todos conhecem o final da história. O Rio, que agora se inspira em SP para criar sua lei antifumo, já estaria exportando know-how de resistência. Parece que tem uma ala de fumantes na Vila Madalena organizando a prática do apitaço para denunciar a chegada dos caça-fumaça aos bares da região. A tática se consagrou no Posto 9, em Ipanema, quando a polícia carioca andava caçando maconheiro na praia. SEM CICATRIZES Palavra de quem viu a barriga que Ronaldo Fenômeno não quer mostrar a ninguém: modéstia do jogador à parte, ficou muito melhor que aquela mão cheia de pontos operada no mesmo dia da lipoaspiração. LOGÍSTICA CARIOCA A efetiva repressão ao cigarro no Rio pode exigir o apoio de um caveirão caça-fumaça. Ninguém é perfeito O presidente Lula tem bons motivos para não comentar nem com seus assessores mais próximos a última capa da Playboy: quem tem língua presa sabe a dificuldade que é dizer "o piercing da Priscila" em público. Pandemia diet Em surto de pânico administrativo disseminado pela gripe suína, a prefeitura de Cascavel (PR) já estuda, depois de mandar fechar bares e restaurantes no município, proibir também o almoço em família aos domingos na cidade. Todos iguais Em defesa da Igreja Universal do Reino de Deus, deve-se dizer que ela não é tão pior que o Senado Federal. E vice-versa, né?! De carona Uma nova saída honrosa circula pelos corredores do Senado: Sarney aproveitaria a deixa de Schumacher para desistir, alegando dores no pescoço. Coisa que, para um homem na idade do senador, convenhamos, é até mais compreensível do que no caso do piloto alemão. Esclarecimento De Galvão Bueno, explicando que diabos a Seleção Brasileira foi fazer na Estônia: "O dono do jogo é um grupo árabe que detém os direitos do Brasil World Tour!" Ah, bom! Nem se compara A julgar pelos protestos na Estônia contra o amistoso extemporâneo de ontem, o Ricardo Teixeira de lá deve ser pior que o do Brasil.

, O Estadao de S.Paulo

13 Agosto 2009 | 00h00

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