Caça-níqueis apreendidos voltam para comerciantes

Mais da metade (55%) das 40 mil máquinas caça-níqueis apreendidas na capital desde janeiro já voltou para as mãos de comerciantes. Por incapacidade de armazenar os equipamentos, a polícia tornou os próprios donos das máquinas como responsáveis por elas, ou "fiéis depositários". "Os caça-níqueis não deveriam voltar a funcionar, mas é difícil controlar. Estamos enxugando gelo", admitiu o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Aldo Galiano Junior. Ontem, a reportagem flagrou uma máquina apreendida funcionando em um bar na Rua Orvile Derby, na Mooca, zona leste, escondida atrás de engradados. "Não agüento mais perder", lamentava o apostador.Além das 22 mil máquinas que voltaram para comerciantes, outras 10 mil lotam pátios, banheiros e corredores de delegacias. Nos depósitos da Prefeitura, são mais 8 mil. "Os caça-níqueis ficam com os depositários até a perícia técnica chegar. Apenas em caso da desobediência ser flagrada é que as máquinas são definitivamente apreendidas. O depositário terá de responder por desobediência", diz Galiano. A solução, segundo ele, é a Justiça mandar destruir todas as máquinas. "Mas isso não acontece."

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