Cada voto de Alckmin valeu R$ 2,97; o de Mercadante, R$ 2,25

Para sair vitorioso, tucano investiu total de R$ 34,2 milhões; mas quem mais gastou por voto recebido foi Paulo Skaf, com R$ 18

Roberto Almeida, Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2010 | 00h00

As duas principais campanhas ao governo paulista, capitaneadas pelo eleito Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo candidato derrotado Aloizio Mercadante (PT), somaram R$ 54,4 milhões, segundo dados prestados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de novembro. Cada voto para Alckmin custou R$ 2,97 e, para Mercadante, R$ 2,25.

Alckmin conseguiu vencer as eleições em São Paulo ainda no primeiro turno, detentor de 187 mil votos a mais do que os 50% necessários. Ele angariou, ao todo, 11.519.314 eleitores no Estado, o que correspondeu a 50,63% dos registros válidos nas urnas.

Para sair vitorioso, o tucano gastou ao todo R$ 34,2 mi e teve, segundo sua campanha, uma sobra de R$ 3,3 milhões que foram devolvidos ao diretório estadual paulista do PSDB. As principais doadoras do tucano Geraldo Alckmin foram empreiteiras com interesse em obras públicas, que lhe ofereceram R$ 15,2 milhões para ajudar a bater o candidato do PT nas urnas.

Mercadante, por sua vez, ficou com 35,23% dos votos válidos, o que correspondeu a 8.016.866 eleitores paulistas. Seu gastos de campanha foram de R$ 20,2 milhões - exatamente o mesmo valor que arrecadou, segundo declaração prestada ao TSE.

De acordo com o tesoureiro de Mercadante, Eduardo Tadeu Pereira, o petista não deixou dívidas. Empreiteiras fizeram doações que somaram R$ 5,8 mi ao caixa do petista.

Alto custo. O candidato ao governo paulista que mais investiu em seu eleitorado, porém, foi o neossocialista Paulo Skaf (PSB). O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) gastou R$ 18,5 mi em uma campanha que conquistou pouco mais de 1 milhão de votos, deixando-o em quarto lugar na disputa.

Ou seja, cada eleitor custou a Skaf quase R$ 18 - nove vezes mais que seus principais adversários. O neossocialista, que contratou Duda Mendonça como marqueteiro, ainda deixou uma dívida de campanha de R$ 1,7 mi. De acordo com o tesoureiro da campanha de Skaf, Nilton Bastos, o débito já foi assumido pelo PSB.

Fábio Feldmann (PV) gastou R$ 1,4 milhão em sua campanha. Como recebeu 940.379 votos, o que lhe garantiu o quinto lugar, o custo de cada voto foi de R$ 1,48 - valor inferior ao de Alckmin e Mercadante.

O candidato Celso Russomanno (PP), que ficou em terceiro lugar na disputa, não apresentou a prestação de contas à Justiça Eleitoral.

R$ 34,2

milhões foi quanto o tucano gastou em sua campanha vitoriosa ao Palácio dos Bandeirantes, com 44% de doações de empreiteiras

R$ 2,97

custou cada voto para Alckmin, que angariou 11 milhões de eleitores para vencer a disputa já no primeiro turno em São Paulo

R$ 20,2

milhões gastou o candidato derrotado do PT durante a campanha para tentar desbancar os tucanos do governo paulista

R$ 2,25

custou cada voto para Mercadante, que conseguiu o apoio de 8 milhões de eleitores, mas não levou a disputa para o 2º turno

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.