Cadeia de Vila Branca já está vazia

Uma semana depois de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciar que em dez dias a Cadeia Pública de Vila Branca, de Ribeirão Preto, teria que ser desativada, a unidade já não abriga mais nenhum preso. A transferência começou na segunda-feira e terminou nesta manhã. Mais de 260 presos foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) e a Penitenciária de Ribeirão Preto, além de penitenciárias de Serra Azul e de outras regiões pelo interior do Estado. Para a desocupação total, só faltam os funcionários deixarem a unidade - eles serão redistribuídos pela Delegacia Seccional.Na semana anterior, após uma escuta telefônica autorizada pela Justiça, que culminou na desativação de uma central telefônica clandestina, descobriu-se que presos da Cadeia de Vila Branca compravam drogas e até pizzas usando celulares. A divulgação levou Alckmin a anunciar o afastamento do delegado-assistente e de um carcereiro. Após ser reformada, a unidade vai abrigar um presídio feminino e ficará sob o comando da Secretaria de Administração Penitenciária.A situação da Cadeia de Vila Branca tornou-se caótica nos últimos anos, devido, inicialmente, à superlotação e às condições precárias do prédio. Após a inauguração dos outros dois presídios na cidade, teve momentos de calmaria. Porém, no começo deste ano, foram encontrados dois barris de chope na unidade, o que gerou o afastamento de dois carcereiros da unidade. As encomendas de pizzas por telefone foram a gota d?água. Em 1997, o juiz corregedor dos presídios, Luiz Augusto Freire Teotônio, havia determinado a interdição da cadeia, mas, para isso, dependia de uma confirmação da corregedoria estadual.

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