Rafael Barbosa/Estadão
Rafael Barbosa/Estadão

Cadeia do RN onde 26 foram mortos tem novo princípio de tumulto

Detentos ligados ao Sindicato do Crime do RN subiram no telhado de pavilhão da Penitenciária Estadual de Alcaçuz e ameaçaram presos vinculados ao PCC

Rafael Barbosa, Especial para o Estado

16 Janeiro 2017 | 10h49

NATAL - A administração da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na região metropolitana de Natal, registrou um princípio de tumulto na noite deste domingo, 15. A unidade é a mesma em que aconteceu o massacre durante uma rebelião no sábado, 14, quando 26 detentos foram assassinados.

De acordo com o vice-diretor da penitenciária, Jociélio Barbosa, presos do Pavilhão 1, ligados à facção Sindicato do Crime do RN (SDC), subiram no telhado e ameaçavam os detentos do Pavilhão 5, vinculados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que também estavam sobre o teto.

"Os agentes agiram e conseguiram conter o tumulto", afirmou Barbosa.

O vice-diretor informou ainda que todos os presidiários da Penitenciária de Alcaçuz estão soltos e, portanto, sobem e descem nos telhados dos pavilhões e circulam na área comum.

O secretario de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino, afirmou, em entrevista coletiva neste domingo, 15, que os presos das organizações criminosas rivais estão separados por uma distância de aproximadamente um quilômetro dentro da penitenciária e que a guarda da unidade realiza um trabalho contínuo para evitar o contato entre eles.

A unidade foi palco no fim de semana do maior massacre do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte. Vinte e seis homens foram mortos, todos da facção local Sindicato do Crime do RN. Desde então, aumentou a tensão em todos os estabelecimentos penais do Estado.

A disputa entre as organizações criminosas é preocupação das autoridades locais. Entre os mortos, havia corpos carbonizados e decapitados.

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