Cadeia onde presos recebiam pizza é reformada

A reforma na cadeia de Vila Branca, no interior de São Paulo, onde os presos pediam drogas e até pizzas e que foi esvaziada na sexta-feira, já começou, mas ela ainda não tem um futuro definido. O secretário de Administração Penitenciária do Estado, Nagashi Furukawa, visitou hoje as obras e informou que a reforma da unidade deverá demorar cerca de 90 dias."No máximo em quatro meses esse prédio estará em uso", afirmou ele, que não confirmou a futura destinação da unidade. A tendência é que seja um presídio feminino, mas até voltar a abrigar detentos masculinos poderá ocorrer. "Vamos avaliar", disse. Os 246 presos foram transferidos para dez outros presídios do Estado.A cadeia, que pertence à Secretaria de Administração Penitenciária desde dezembro de 2000, foi transferida para a Secretaria de Segurança Pública. A desativação do presídio foi decretada no dia 26 de julho, três dias depois de que a gravação de uma escuta telefônica autorizada pela Justiça revelou que presos compravam drogas e pizzas por telefone celular.O valor da reforma ainda não foi estimado e cerca de 15 presos de regime semi-aberto vão ajudar na reforma da cadeia. Ele ouviu sugestões de autoridades locais para reativar a cozinha-piloto da cadeia, desativa há mais de dez anos, para produzir refeições inclusive para os outros presídios da cidade.Furukawa disse que, após a reforma, entre 300 e 400 vagas deverão abertas na cadeia - a capacidade atual, mesmo com a ampliação, é para 234 detentos. "Existe uma estimativa de que até 25% acima da capacidade não há risco de segurança", disse o secretário.Para o delegado do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-3), Luiz Roberto Ramada Spadafora, a melhor solução seria que o prédio virasse um presídio feminino. O juiz corregedor dos presídios Luiz Augusto Freire Teotônio, não acredita que a cadeia tenha condições de abrigar homens novamente e se, com a reforma, continuar perigosa, tomará providências judiciais.

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