Cadeirante se arrasta para subir escada de avião em Foz do Iguaçu

Cadeirante se arrasta para subir escada de avião em Foz do Iguaçu

Stair trac da Gol não estava disponível no momento do embarque; a Agência Nacional de Aviação Civil notificou a companhia 

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

02 Dezembro 2014 | 19h51

CURITIBA - A executiva Katya Hemelrijk da Silva, de 38 anos, que é cadeirante, precisou se arrastar pela escada de uma aeronave da empresa Gol às 5 horas desta segunda-feira, 1º, no voo que a levaria de Foz do Iguaçu (PR) para São Paulo. O incidente aconteceu porque, segundo a companhia, o equipamento utilizado pela companhia para transportar as pessoas não estava disponível naquela hora. Katya postou sua situação constrangedora no Facebook. 

"Já conversei com a Cia Aérea GOL e disse que não tenho a mínima intenção em processar ou fazer nenhum tipo de sensacionalismo com a situação. Minha intenção é aproveitar o ocorrido para tentar ajudá-los a se estruturar melhor, frente às adversidades que podem aparecer em qualquer momento (mesmo porque estamos prestes a receber uma Paraolimpíada)", disse Katya, em sua página pessoal. 

"O que eu quero é que as pessoas tenham uma consciência e conhecimento maior sobre como lidar com pessoas com necessidades especiais, seja ela qual for. É bem mais simples do que muitos imaginam", afirmou na rede social. 

Notificação. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) notificou a Gol e o operador aeroportuário do Aeroporto de Foz do Iguaçu (Infraero) para que, em dois dias, prestem informações sobre o embarque de passageira com deficiência.

Segundo a Anac, as irregularidades na conduta da companhia ou do operador em relação ao tratamento de passageiros que demandam atendimento especial no transporte aéreo resultarão em autuações que podem gerar até R$ 300 mil em multas.

A empresa se manifestou por meio de uma nota oficial e lamentou o ocorrido. "A GOL Linhas Aéreas Inteligentes esclarece que o stair trac - equipamento utilizado para levar clientes com deficiência física até o interior de aeronaves - da base de Foz de Iguaçu não estava disponível para uso". A empresa diz ainda que tentou com as demais empresas conseguir o equipamento, o que também não foi possível, e que ofereceu outras alternativas para a cliente, "que optou por seguir sem a ajuda dos colaboradores da companhia".

A Infraero informou que o embarque e o desembarque de passageiros são da responsabilidade de cada companhia.

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