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Cadeirinha salvou o bebê no acidente em Betim

Uma cadeira de bebê salvou a vida de Júlia Amaral Souza, de cinco meses, na quinta-feira à noite, na Rodovia Fernão Dias, em Betim, MG. A menina saiu praticamente ilesa de um gravíssimo acidente que matou seus pais, Leônidas Amaral de Souza, 32 anos, e Rosele Aparecida de Oliveira Silva, de 29.O acidente aconteceu por volta das 19h de quinta-feira, no sentido Belo Horizonte-São Paulo da Fernão Dias. A família estava em um Chevette. Uma carreta reduziu bruscamente a velocidade, obrigando Souza a frear repentinamente. Mas outra carreta Scania, que vinha logo atrás, não conseguiu parar e praticamente passou por cima do carro.Souza e Rosele morreram no local. O acidente envolveu ainda uma motocicleta e um ônibus. O condutor da moto, Adilson da Silva Freitas, de 33 anos, sofreu lesões leves. Os ocupantes das carretas e do coletivo não se feriram.ChoroO resgate dos corpos envolveu militares do Corpo de Bombeiros e outras unidades de salvamento. A ocorrência já estava sendo encerrada quando os bombeiros solicitaram a interrupção do trânsito na estrada. Foi aí que eles ouviram o choro de uma criança.Após cerca de uma hora de trabalhos, a menina foi retirada das ferragens pelo aspirante a tenente Davi Lucas Soares, de 24 anos. Os bombeiros comemoraram e se emocionaram com o resgate. Para a surpresa de todos, Júlia não aparentava ter sofrido ferimentos graves."Inacreditável""Se ela estivesse sem a cadeirinha, ou seria arremessada para fora do veículo ou não teria a proteção da coluna e da cabeça", explicou nesta sexta Soares. Segundo ele, a criança estava de bruços entre o freio de mão e o câmbio do carro, com as costas protegidas pela cadeirinha e pelo corpo do pai. "As ferragens em cima do corpo dela era uma coisa inacreditável, tinha um caminhão em cima do carro."Júlia foi levada para o Hospital Regional de Betim e submetida a diversos exames, mas ficou constatado que ela sofreu apenas um inchaço no pé esquerdo. A menina recebeu alta pela manhã, antes que Soares e outros três bombeiros que participaram do seu salvamento chegassem para uma visita.ReencontroNo final da manhã eles reencontraram Júlia, que havia sido levada para a casa dos avós maternos. O bombeiro elogiou a atitude dos pais. "Com certeza ela está aqui no meu colo porque os pais dela foram prudentes e a colocaram numa cadeirinha", disse.O bombeiro contou que não havia conseguido dormir durante a noite. "Estou me sentindo uma pessoa realizada", disse. "A família precisa de muito apoio nesse momento. Mas tenho certeza que eles estão confortados pela presença de Júlia, viva, saudável."

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