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Cadela morre em pet shop após suposta agressão de funcionário no PR

Laudo atestou traumatismo craniano causado por uma rasqueadeira, objeto utilizado para escovar pelos

Evandro Fadel, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2011 | 17h08

CURITIBA - Uma cadela da raça yorkshire morreu no dia 17, dentro de um pet shop, no Bairro Água Verde, em Curitiba. A morte aconteceu no momento em que um funcionário passava uma rasqueadeira, usado para tosa, nos pêlos da cabeça do animal. A dona registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, acusando o funcionário do pet shop de agressão. O laudo veterinário aponta que a cadela Mia, com 30 centímetros e pouco mais de 1,5 kg, apresentou parada respiratória, edema e sangramento na região do crânio, morrendo às 16h50 por "possível traumatismo craniano".

O diretor do pet shop, Luciano Mafra, disse que demitiu o funcionário, mesmo acreditando que não houvesse intenção de matar o animal. O rapaz, que trabalhava há cerca de um ano como tosador naquele estabelecimento, contou-lhe que, em um determinado momento, a cadela projetou-se como se fosse mordê-lo e ele teve uma reação de afastá-lo. "Uma virada de pulso", afirmou Mafra. "Foi um ato impensado."

De acordo com ele, quem trabalha há cerca de cinco ou seis anos com cães, como seria o caso de seu ex-funcionário, deveria estar acostumado com as mais variadas reações dos animais. "Ele foi demitido porque nos sentimos desapontadíssimos, uma traição por acreditarmos no profissional", disse. "O fato deixou-o muito chocado, ele ficou aos prantos." Mafra ressaltou que o rapaz cumpria uma de suas principais exigências para os funcionários, que é gostar de animais. Na casa são feitos mais de 1,2 mil banhos e tosa por mês.

O técnico em eletrônica Bruno Maziero, de 22 anos, foi quem indicou o pet shop para sua namorada, dona da cadela, pois utiliza os serviços há algum tempo. No mesmo dia em que Mia morreu, o proprietário da loja encontrou outro filhote de yorkshire e deu-lhe. "Foi para ajudar a dividir a dor", acentuou Mafra. Ele ressaltou que no local há câmera de vídeo, mas ela não teria registrado o momento em que a cadela foi atingida. "Não tem como provar nada", destacou. Maziero esteve na loja para tentar ver o filme, o que lhe foi negado. "Eu não posso liberar para ele", disse Mafra. "Se a polícia ou a Justiça pedirem está aqui na hora."

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