Cafezinho bom dá força a Reinaldo Lourenço

Reinaldo Lourenço nasceu no interior de São Paulo e passava as férias numa fazenda de café onde, diz ele, já imaginava fazer um desfile. Agora, para a próxima primavera-verão, chegou a hora de exorcizar essa fantasia de infância. Então ele estuda e interpreta todos os elementos da cultura cafeeira. E retoma sua alfaiataria longilínea com sensuais vestes-colete que deixam as costas de fora, arrematadas por uma feminina anquinha do próprio tecido - uma ráfia que mimetiza os sacos de café. Da silhueta da virada do século 19 e da belle époque, vêm também os tops e vestidos tipo corpete, que podem até deixar a barriga de fora ainda que sofisticadamente bordados com continhas pretas como o grão já torrado. Dos vestidos, acho especial a série de organza em camadas sobrepostas que trazem aplicações de tecido na barra, num jogo rosé e preto que alinhava a coleção. Outro destaque são os acessórios: a bolsa de ráfia vermelho-café, as pulseiras de flor e os sapatos tricolor, arrematados ou não com frutinhas de café. Eta, cafezinho bom!

Lilian Pacce, O Estadao de S.Paulo

20 de junho de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.