Cai a proporção de pessoas que compraram armas de fogo no Brasil

O número de compras de armas de fogo caiu de 57 mil em 2002-2003 para 37 mil em 2008-2009

01 Abril 2013 | 12h33

RIO – Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra redução de 35% na venda de armas no País pós a instauração do Estatuto do Desarmamento, em dezembro de 2003. De acordo com os dados apresentados pelo presidente do instituto, o economista Marcelo Néri, o número de compras de armas de fogo caiu de 57 mil em 2002-2003 para 37 mil em 2008-2009.

O estudo se baseia em informações das Pesquisas de Orçamentos Familiares  (POFs), do IBGE, realizadas nestes anos. Segundo Néri, o valor médio das transações aumentou cerca de 11%: está em torno de R$ 100 atualmente.

Isso demonstra, segundo o economista, o sucesso do estatuto, que reduziu o número de armas e forçou aumento nos preços das aquisições. A pesquisa foi apresentada na manhã desta segunda-feira, 1º, na sede do Ipea, em evento que lembra os dois anos do massacre de doze alunos de uma escola municipal em Realengo, na zona oeste do Rio.

O estudo também revelou que a Região Sul é o local onde há maior resistência às medidas impostas pelo Estatuto do Desarmamento. Entre 2003 e 2009, houve um crescimento de 21% na aquisição de armas pessoais na região.

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