Cai limite para atraso de vôos

Após crise, Anac volta a adotar referencial de 45 minutos

O Estadao de S.Paulo

02 de abril de 2008 | 00h00

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) adotou ontem novo referencial para definir atrasos de vôos regulares no País. Em vez de 60 minutos, como se adotou desde o ano passado, a Anac já considera atrasados vôos que estiverem mais de 45 minutos fora do horário. Historicamente, o referencial era de 45 minutos, mas foi alterado no auge da crise aérea.A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) já adotou o novo referencial de 45 minutos nos dados que divulga sobre atrasos de vôos por aeroporto e por companhia aérea na Internet (www.infraero.gov.br). O órgão regulador anunciou que, a partir de 1º de maio, esse referencial será novamente reduzido, para 30 minutos. A agência vem utilizando os atrasos como indicadores de desempenho, avaliando que a falta de pontualidade é um dos pontos que mais irrita os passageiros. Como as estatísticas vêm caindo gradativamente desde o fim de 2007, e, conseqüentemente, os atrasos de mais de 60 minutos são cada vez menos freqüentes, a agência também concluiu que o momento é adequado para ampliar a visão sobre o nível de impontualidade do setor até chegar ao padrão internacional - de 15 minutos. No fim de janeiro, o Estado divulgou um estudo inédito da consultoria Visagio, que monitorou durante 24 horas por dia 104.215 vôos domésticos realizados entre 19 de novembro e 16 de janeiro. A pesquisa revela que, nesse período de aparente calmaria, só 44,4% dos vôos partiram ou chegaram nos horários programados. Na Inglaterra, que há três anos enfrentou uma das piores crises aéreas de sua história, esse índice chegou a 35%. A média de atraso era de 1 hora e 11 minutos.NOVO AEROPORTOO presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, disse ontem que a estatal está interessada em assumir a administração do futuro Aeroporto Metropolitano da Baixada Santista, na Base Aérea de Santos, no Guarujá. "Como ponto de aviação geral é um excelente ponto, situa-se num nó muito próximo à capital. Não tenho nenhuma dúvida do sucesso de um aeroporto desses aqui", disse Gaudenzi, em visita à base. Estimado em R$ 21 milhões, o aeroporto teve investimentos de R$ 10,349 milhões aprovados no Congresso já no Orçamento deste ano. Outra verba de R$ 4 milhões foi garantida pelo Ministério do Turismo.

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